O público foi recepcionado pelo Trio Asa Branca, que abriu a noite com muito arrasta-pé. Em seguida, subiram ao palco as quadrilhas Rasga o Fole, Si Bobiá a Gente Pimba, Sabugo de Milho, Arroxa o Nó e Pau Melado, campeãs de suas etapas e reconhecidas pela força cênica, originalidade e riqueza cultural.
Forró em Alta
“O Distrito Junino não é apenas entretenimento: é um investimento estratégico que movimentou territórios criativos, gerou milhares de empregos e aproximou a cultura popular das comunidades em todas as regiões”, afirma Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa.
A programação musical trouxe grandes nomes da música brasileira. Wesley Safadão animou a multidão com seus sucessos, enquanto Chambinho do Acordeon, conhecido por interpretar Luiz Gonzaga no cinema, trouxe à tona a força do forró tradicional. A dupla George Henrique & Rodrigo encerrou a noite com hits do sertanejo.
“O que vimos na Esplanada foi a consagração de uma política pública que veio para ficar no calendário cultural do DF”, avalia Claudio Abrantes. “O Distrito Junino não é apenas entretenimento: é um investimento estratégico que movimentou territórios criativos, gerou milhares de empregos e aproximou a cultura popular das comunidades em todas as regiões.”
Impacto Cultural e Econômico
Durante 41 dias de programação, o Distrito Junino 2025 promoveu 261 apresentações de quadrilhas, envolvendo as três entidades que organizam o movimento no Distrito Federal: a Federação de Quadrilhas Juninas do DF, a União Junina Brasiliense e a Liga Independente de Quadrilhas Juninas do DF e Entorno.
No total, 63 grupos culturais se apresentaram, reforçando a identidade nordestina no coração do Centro-Oeste. O público médio superou 110 mil pessoas por etapa, entre participações presenciais e transmissões online, ampliando o alcance da festa e posicionando o evento como um dos maiores do gênero no Brasil.
O impacto econômico e social foi significativo. O circuito gerou quatro mil empregos diretos, abrangendo desde organização e produção até dançarinos, artistas, comerciantes, artesãos, seguranças e prestadores de serviço. Além disso, mais de dois mil postos indiretos foram criados para ambulantes e fornecedores, evidenciando o fortalecimento da economia criativa local.
Mais do que uma Festa
O cuidado com os participantes também foi uma prioridade: mais de 15 mil kits-lanche foram distribuídos aos dançarinos durante as apresentações. A programação incluiu 49 trios de forró e 13 artistas regionais, que animaram os intervalos das competições, garantindo que a música popular estivesse sempre presente.
R$ 10 Milhões
Esse foi o total investido no Distrito Junino deste ano. O evento destacou que celebrar a tradição é também investir na identidade e desenvolvimento. Promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e executado pelo Instituto Orgulho de Ser Nordestino, o circuito representou o maior investimento em festas juninas no DF, com R$ 10 milhões destinados ao fortalecimento da cultura popular.
O circuito passou por diversas regiões, incluindo Brazlândia, Riacho Fundo II, Taguatinga, Ceilândia, Paranoá, Sobradinho, Samambaia, Santa Maria e Planaltina de Goiás, em uma edição marcada pela descentralização cultural e pelo protagonismo das comunidades. Cada etapa reforçou o valor das quadrilhas como patrimônio imaterial do DF e promoveu a economia criativa em uma escala sem precedentes.
Affonso Gomes, presidente do Instituto Orgulho de Ser Nordestino, afirma que a edição consolidou um marco cultural e social no DF. “É uma alegria imensa ver nossa cultura viva chegar a tantas regiões do Distrito Federal”, comemora. “Foi emocionante acompanhar o envolvimento das comunidades em cada etapa. Encerramos esta edição com celebração, integração e orgulho de ser nordestino. As quadrilhas foram as verdadeiras protagonistas de uma festa que ficará na memória da cidade e no coração de quem participou.”
Como legado, o Distrito Junino 2025 reafirma a cultura nordestina como um dos pilares da identidade brasiliense, aproximando a população de suas raízes e tornando-se uma referência nacional no calendário cultural.
Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa