“Amiga” que segurou mulher para que o ex a esfaqueasse está foragida

Um caso de feminicídio chocou moradores do Distrito Federal após uma mulher de 42 anos ser morta a facadas durante a madrugada de sábado (29/8), em Samambaia. A vítima, Jussiara Ferreira dos Santos, teria sido atacada depois de uma discussão envolvendo uma quantia de apenas R$ 10. As investigações apontam que o ex-companheiro dela teria cometido o ataque com a ajuda de uma amiga da própria vítima.
A suspeita de participação no crime é Gisele Moreira da Silva, também de 42 anos, que mantinha uma relação de amizade com Jussiara e morava com ela. Conforme a apuração, Gisele teria segurado a vítima durante o momento da agressão, enquanto o ex-companheiro, João Alberto Mesquita da Silva, de 44 anos, desferia os golpes de faca.
Gisele continua foragida e é procurada pelas autoridades. A suspeita deverá responder pela possível participação no feminicídio, caso seja localizada e as investigações confirmem sua atuação no crime. Informações que possam ajudar a encontrar o paradeiro dela podem ser comunicadas às autoridades policiais pelo telefone 197.
Discussão teria começado por R$ 10
De acordo com o que foi relatado por uma testemunha durante a investigação, João Alberto e Gisele teriam demonstrado interesse em pegar os R$ 10 que estavam com Jussiara. A vítima, porém, teria se recusado a entregar o dinheiro, pois pretendia utilizá-lo para comprar um lanche.
A recusa teria provocado uma discussão entre os envolvidos. Segundo o relato apresentado aos investigadores, João Alberto e Gisele queriam utilizar o dinheiro para comprar drogas. A situação teria se agravado rapidamente até resultar no ataque que terminou com a morte da mulher.
As circunstâncias do crime estão sendo investigadas para esclarecer exatamente como a agressão aconteceu, qual teria sido a participação de cada envolvido e o que motivou a violência. O caso é tratado como feminicídio consumado e também envolve uma investigação relacionada a ameaça.
O ataque aconteceu dentro do contexto de uma relação anterior entre Jussiara e João Alberto. Segundo as informações apuradas, a vítima já tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, o que torna o caso ainda mais grave e reforça a necessidade de esclarecer se houve descumprimento de determinações judiciais anteriores.
Ex-companheiro teve prisão preventiva determinada
João Alberto Mesquita da Silva, conhecido pelo apelido de “Juninho”, foi preso em flagrante após o crime. Posteriormente, durante uma audiência de custódia realizada na terça-feira (1º/9), a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.
Com a decisão, o suspeito permanecerá preso enquanto o processo e as investigações avançam. A medida busca garantir o andamento da apuração e evitar que o investigado permaneça em liberdade durante as etapas iniciais do procedimento judicial.
Já Gisele Moreira da Silva, apontada como amiga da vítima e possível participante da agressão, ainda não foi localizada. De acordo com as informações investigativas, ela teria auxiliado João Alberto durante o ataque e, por isso, passou a ser procurada pelas autoridades.
Suspeito teria ameaçado familiar da vítima
Além da investigação relacionada ao feminicídio, João Alberto também é acusado de ter feito ameaças contra uma familiar de Jussiara poucas horas depois do assassinato. O episódio teria acontecido por volta do meio-dia, em uma via pública.
Conforme o relato registrado no caso, o homem teria abordado a familiar da vítima e feito ameaças graves. Ele teria afirmado que mataria a mulher e também outros integrantes da família de Jussiara.
Ainda segundo o relato apresentado às autoridades, João Alberto teria dito que pretendia ir até o hospital onde Jussiara estaria sendo atendida para matá-la e “terminar o serviço”. A ameaça teria ocorrido depois do ataque e passou a integrar as circunstâncias investigadas no caso.
As declarações atribuídas ao suspeito serão analisadas durante o andamento da investigação, assim como os demais elementos reunidos pelas autoridades. A apuração deverá buscar esclarecer se as ameaças ocorreram da maneira relatada e qual era a intenção do investigado naquele momento.
Facas e outros objetos foram apreendidos
Durante as diligências realizadas na residência de João Alberto, os policiais encontraram e apreenderam quatro facas, além de um casaco e um aparelho celular. Os objetos foram recolhidos e poderão ser submetidos a análises para verificar se possuem alguma relação com o crime investigado.
A entrada dos policiais no imóvel ocorreu com autorização do proprietário. O material apreendido deverá fazer parte do conjunto de elementos utilizados para esclarecer a dinâmica do feminicídio e verificar possíveis evidências que possam confirmar ou descartar as versões apresentadas pelos envolvidos e testemunhas.
As investigações continuam para localizar Gisele, esclarecer a participação dela no crime e reunir todas as informações necessárias sobre a morte de Jussiara. A polícia também deverá analisar os depoimentos, os objetos apreendidos e demais elementos relacionados à ocorrência.
O caso segue sendo tratado como feminicídio consumado, e João Alberto permanece preso preventivamente à disposição da Justiça. A investigação ainda poderá apontar novas circunstâncias sobre o crime e eventuais responsabilidades individuais dos envolvidos.







