Bortoleto e Colapinto tentam reviver era sul-americana na F1

Bortoleto e Colapinto tentam reviver era sul-americana na F1

A Fórmula 1 vive um momento de retomada da presença sul-americana em seus grids, movimento puxado pelo brasileiro Gabriel Bortoleto e pelo argentino Franco Colapinto. Os dois pilotos disputam o GP da Hungria e representam, atualmente, os únicos competidores nascidos na América do Sul na categoria mais importante do automobilismo mundial.

Bortoleto larga em 14º lugar, enquanto Colapinto parte da 13ª posição no grid. A pole position da corrida ficou com o britânico Lando Norris, da McLaren. Apesar da relevância dos dois nomes no cenário atual, a quantidade de representantes sul-americanos ainda é considerada pequena quando comparada a outras épocas da Fórmula 1.

Um hiato de quase uma década

Nos anos 1950, Brasil e Argentina somavam quase dez pilotos disputando corridas na categoria. Décadas depois, entre 2018 e 2024, a presença sul-americana ficou restrita a Pietro Fittipaldi, que disputou apenas duas corridas em 2020 como substituto eventual na equipe Haas.

O cenário começou a se transformar em 2024, quando Franco Colapinto estreou pela Williams. No ano seguinte, Gabriel Bortoleto chegou à Fórmula 1 pela Sauber, reforçando a presença da região no grid. Atualmente, os dois dividem o pelotão com pilotos de outros quatro continentes.

Desafios financeiros e estruturais

Colapinto observa que o apoio ao automobilismo tem crescido na Argentina e no Brasil, ampliando as chances de novos talentos surgirem. Já Bortoleto destaca que o caminho até a Fórmula 1 se tornou mais difícil para sul-americanos, já que a competitividade em categorias de base, como o kartismo, exige uma migração precoce para a Europa — muitas vezes antes dos 12 anos de idade.

Ambos os pilotos apontam a desvalorização das moedas locais frente ao euro e ao dólar como um obstáculo adicional, já que os custos das categorias de acesso têm aumentado significativamente na Europa. Colapinto relembra que precisou se mudar sozinho para a Itália na adolescência para treinar, enfrentando dificuldades financeiras e emocionais em um momento decisivo de sua carreira.

Inspiração e responsabilidade

Colapinto cita Ayrton Senna e Juan Manuel Fangio como referências que o motivaram a seguir na Fórmula 1. Ele também reforça que sua trajetória, ao lado de Bortoleto, pode servir de estímulo para crianças sul-americanas que sonham em correr na categoria, tornando o esporte mais acessível na região.

Novo nome promissor

Além de Bortoleto e Colapinto, o Brasil aposta em Rafael Câmara, de 21 anos, atualmente na terceira posição da Fórmula 2. Piloto da Academia da Ferrari desde 2022, ele é apontado por veículos europeus como possível opção para a equipe Haas em 2027, embora não haja confirmação oficial sobre o assunto até o momento.

Fonte: Brasília Agora

Quantos pilotos sul-americanos estão na Fórmula 1 atualmente?

Atualmente, Gabriel Bortoleto e Franco Colapinto são os dois únicos pilotos sul-americanos no grid da Fórmula 1.

Quais equipes Bortoleto e Colapinto representam?

Gabriel Bortoleto compete pela Sauber, enquanto Franco Colapinto integra atualmente o grid da Alpine.

Por que a presença sul-americana na F1 diminuiu ao longo dos anos?

Fatores como custos elevados das categorias de base na Europa, câmbio desfavorável e a necessidade de mudança precoce para o continente europeu dificultaram a formação de novos pilotos da região.

Quem é Rafael Câmara?

Rafael Câmara é um piloto brasileiro de 21 anos que compete na Fórmula 2 e integra a Academia da Ferrari, sendo citado como possível opção para a Haas em 2027.

Quais pilotos inspiraram Franco Colapinto?

Colapinto cita Ayrton Senna e Juan Manuel Fangio como suas principais inspirações para seguir carreira na Fórmula 1.

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