Inglaterra na Copa do Mundo 2026: Vitória Dramática no Azteca

Inglaterra na Copa do Mundo 2026: Vitória Dramática no Azteca
O Sonho dos Três Leões Continua Vivo
A princípio, o sonho de levar a Copa do Mundo “de volta para casa” permanece muito vivo para a Inglaterra. Na noite deste domingo (5), os Três Leões (apelido da equipe inglesa) não se intimidaram com o mar verde de torcedores que lotaram o Estádio Azteca, na Cidade do México. Em um confronto eletrizante, os ingleses venceram a seleção anfitriã por 3 a 2, garantindo a classificação pelas oitavas de final.
Campeões pela primeira e única vez em 1966, quando sediaram o Mundial, os ingleses agora terão pela frente a Noruega. A equipe escandinava avançou após se tornar o algoz do Brasil também neste domingo, ao vencer por 2 a 1 em Nova Jersey. Portanto, o jogo pelas quartas de final já tem data marcada: será no próximo sábado (11), às 18h (horário de Brasília), em Miami, nos Estados Unidos.
Por outro lado, o México convive com uma nova e dolorosa decepção em Copas. Desde 1986, quando também foi sede, a seleção não consegue chegar às quartas de final. Ausente em 1990, na Itália, a equipe do país foi eliminada nas oitavas de final pela oitava vez nas últimas nove edições. Similarmente, em 2022, no Catar, os mexicanos sequer haviam chegado à fase eliminatória.

Tempestade e 15 Minutos de Loucura Inicial
Inicialmente prevista para começar às 21h (de Brasília), a partida teve o pontapé inicial postergado em uma hora devido às condições climáticas. Horas antes de a bola rolar, um forte temporal com raios caiu sobre a Cidade do México. Como consequência, o risco de novos raios levou a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a adotar o protocolo usado em partidas nos Estados Unidos, com o atraso do início do jogo e o direcionamento dos torcedores a áreas protegidas.
Quando os jogadores foram liberados para o aquecimento, ainda chovia no estádio, mas em menor intensidade. Logo após, o cartão amarelo aplicado ao volante inglês Declan Rice nos primeiros segundos de bola rolando resumiu o que foi boa parte da etapa inicial no Azteca: muita transpiração e pouca inspiração. Em dois terços dos 45 minutos iniciais, o melhor momento foi uma cabeçada do atacante Raúl Jiménez, aos 14, defendida, no canto esquerdo, pelo goleiro Jordan Pickford.
Por outro lado, os 15 minutos que antecederam o intervalo foram de uma partida completamente diferente. Aos 36, em contra-ataque iniciado desde o campo defensivo com Pickford, o atacante Buyako Saka recebeu pela direita, superou a marcação do lateral Jesús Gallardo e cruzou na medida para o meia Jude Bellingham escorar para as redes.

O Apagão Mexicano e a Reação Relâmpago
Apenas um minuto depois, o volante Elliot Anderson desarmou o meia Gilberto Mora na intermediária e a bola sobrou com Bellingham. O jovem astro acionou Harry Kane na área pela esquerda, que chutou cruzado. Em seguida, o próprio Bellingham apareceu mais uma vez para concluir e silenciar o Azteca lotado.
Mesmo atordoado, o México tentou sair das cordas o mais rápido possível e conseguiu. Aos 42, após cobrança de falta na área pela esquerda, a bola resvalou no zagueiro Ezri Konsa e sobrou para o atacante Julian Quiñones chutar forte, recolocando os anfitriões no jogo.
Ademais, o empate quase saiu ainda no primeiro tempo. Foram duas boas chances com Jiménez, ambas nos acréscimos. Na mais perigosa, aos 47 minutos, Pickford fez grande defesa em cabeçada do atacante, que buscava o ângulo direito.

Expulsão de Quansah e o Caótico Segundo Tempo
A segunda etapa iniciou com a mesma intensidade de antes do intervalo. Aos três minutos, o lateral Nico O’Reilly acertou a trave esquerda em finalização de primeira, da entrada da área. Quatro minutos depois, o lateral Jarell Quansah atingiu a perna de Gallardo com a sola do pé, em lance que sequer foi marcado falta inicialmente.
Em decorrência disso, houve muita reclamação dos mexicanos e uma forte discussão entre os jogadores dos dois bancos de reservas. O árbitro Alireza Faghani foi chamado ao vídeo (VAR), entendeu que a ação era passível de expulsão direta e aplicou o cartão vermelho ao inglês.

Pênaltis e a Pressão Final no Azteca
O México, porém, não teve tempo de começar a aproveitar a superioridade numérica. Aos 12 minutos, o goleiro Raul Rangel derrubou o atacante Anthony Gordon na área e a arbitragem assinalou pênalti. Harry Kane cobrou com precisão e anotou o seu sexto gol na Copa do Mundo.
Contudo, o próprio camisa 9 cometeria uma penalidade aos 20 minutos. O artilheiro, dentro da própria área, acertou a perna do meia Brian Gutiérrez em uma disputa de bola à meia altura. Mais uma vez, o árbitro foi chamado ao vídeo, constatando e marcando a infração. Jímenez bateu e, desta vez, venceu Pickford.
A partir desse momento, o jogo se transformou em um verdadeiro ataque contra defesa. Os donos da casa pressionaram de todas as formas, enquanto os ingleses se defendiam recuados. No fim, melhor para os Três Leões e mais uma Copa de frustração à apaixonada torcida mexicana.
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