Justiça reduz pena de mulher que aplicava golpes em pessoas com deficiência intelectual

A Justiça do Distrito Federal reduziu a pena de uma mulher de 24 anos, moradora de Sobradinho, condenada por aplicar golpes em pessoas com deficiência intelectual. A punição, que era de 5 anos e 7 meses de prisão, passou para 4 anos e 5 meses, em regime semiaberto.
A revisão ocorreu porque, segundo a decisão, a condição de vulnerabilidade das vítimas havia sido considerada duas vezes no cálculo da pena. A condenação, no entanto, foi mantida.
Como agia
De acordo com as investigações, a mulher usava nomes falsos nas redes sociais para simular relacionamentos amorosos com as vítimas, muitas delas atendidas pela Apae e pelo Cetefe. Depois de ganhar a confiança, convencia os alvos a abrir contas bancárias e cartões de crédito, contratar empréstimos e fazer transferências via Pix. Em alguns casos, chegava a ameaçar que o CPF da vítima seria cancelado.
Entre 2024 e 2025, os golpes somaram prejuízo de R$ 42.929,86. Uma das vítimas, que tem paralisia cerebral, perdeu R$ 15 mil; outra teve prejuízo de R$ 12 mil. A Polícia Civil registrou 14 ocorrências contra a suspeita, que teve a prisão preventiva pedida em fevereiro de 2025.
Fonte: Metrópoles – leia a matéria original | Foto: Josue Marinho/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)







