Comércio exterior do Brasil tem superávit de US$ 7 bi em julho

O Brasil fechou julho com um saldo positivo de pouco mais de US$ 7 bilhões na balança comercial, resultado de exportações de US$ 34,1 bilhões contra importações de US$ 27,1 bilhões. Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e confirmam a manutenção do bom desempenho do setor externo brasileiro ao longo do ano.
Crescimento da corrente de comércio
A soma entre vendas e compras externas, conhecida como corrente de comércio, chegou a US$ 61,17 bilhões no mês, avanço de 6,8% frente ao mesmo período do ano anterior. Tanto as exportações quanto as importações cresceram na comparação anual, com altas de 6,2% e 7,6%, respectivamente.
Produtos que puxaram as exportações
Entre os setores que mais contribuíram para o resultado positivo está o agropecuário, que teve expansão de 9,3%, impulsionado principalmente pela soja, cujas vendas subiram cerca de US$ 870 milhões. A indústria extrativa também se destacou, com aumento nas negociações de óleo bruto de petróleo, enquanto a indústria de transformação registrou forte alta nas exportações de óleos combustíveis, com salto superior a 63% em termos percentuais.
Do lado das compras internacionais, os principais responsáveis pelo aumento foram os óleos combustíveis de petróleo, máquinas de processamento automático de dados, medicamentos e produtos farmacêuticos, componentes eletrônicos como válvulas e transistores, além de polímeros de etileno.
China segue como principal parceiro
A China manteve a posição de maior parceiro comercial do Brasil, absorvendo quase um terço das exportações brasileiras em julho, com mais de US$ 10,7 bilhões em vendas — alta de 8,6% na comparação anual. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, respondendo por 10,7% das exportações, mas registraram queda de 5% no período. Esse recuo ainda não reflete o novo tarifaço imposto pelo governo norte-americano, vigente a partir de 22 de julho, cujos efeitos devem aparecer nos dados de agosto.
As exportações brasileiras para a Argentina também caíram, com redução de quase US$ 230 milhões, queda de 13,9% em relação ao ano anterior. O movimento ocorre em meio a um momento de tensão diplomática entre os dois países, após críticas do presidente argentino, Javier Milei, ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que levaram o Itamaraty a rebaixar o nível das relações com Buenos Aires.
Resultado acumulado no ano
No acumulado de janeiro a julho, a balança comercial brasileira soma superávit de US$ 49 bilhões. As exportações somaram US$ 218,6 bilhões, alta de 10,5%, enquanto as importações totalizaram US$ 169,5 bilhões, crescimento de 5,5%. A corrente de comércio no período atingiu US$ 388,1 bilhões, expansão de 8,2% frente ao mesmo intervalo do ano anterior.
Os dados reforçam a trajetória de expansão do comércio exterior brasileiro, mesmo diante de fatores de instabilidade internacional, como as novas tarifas dos Estados Unidos e o desgaste diplomático com a Argentina, que podem impactar os resultados dos próximos meses.
Fonte: Brasília Agora
Qual foi o superávit da balança comercial em julho?
O Brasil registrou superávit de pouco mais de US$ 7 bilhões, com exportações de US$ 34,1 bilhões e importações de US$ 27,1 bilhões.
Quais produtos mais impulsionaram as exportações?
Soja, óleo bruto de petróleo e óleos combustíveis foram os principais responsáveis pelo crescimento das vendas externas no período.
Qual é o principal parceiro comercial do Brasil?
A China continua sendo o maior parceiro comercial, concentrando quase um terço das exportações brasileiras em julho.
Como ficaram as exportações para os Estados Unidos?
Houve queda de 5% nas exportações para os EUA, mas o resultado ainda não reflete o novo tarifaço americano, que passou a valer em 22 de julho.
Qual é o saldo comercial acumulado no ano?
De janeiro a julho, o superávit acumulado chegou a US$ 49 bilhões, com crescimento tanto das exportações quanto das importações.






