Além do tremor: sinais do Parkinson podem surgir até dez anos antes do diagnóstico

O tremor nas mãos costuma ser o primeiro sintoma lembrado quando o assunto é a Doença de Parkinson. Mas ele não aparece em todos os casos, e existem sinais mais discretos que podem surgir muitos anos antes do diagnóstico e merecem atenção.
O Parkinson é uma doença neurodegenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso central e compromete, sobretudo, os movimentos. Estima-se que cerca de 20% dos pacientes não tenham tremores, especialmente nas fases iniciais.
Sintomas que podem vir antes
Pesquisas indicam que a doença pode começar de forma silenciosa, com sintomas não motores que passam despercebidos ou são confundidos com outros problemas. Entre os sinais precoces mais comuns estão:
- alterações no sono, como sono agitado ou movimentos bruscos à noite;
- perda do olfato;
- prisão de ventre frequente;
- cansaço e falta de energia sem causa aparente;
- depressão ou ansiedade;
- dificuldades de memória ou de concentração;
- rigidez muscular ou lentidão dos movimentos.
Esses sinais podem aparecer até dez anos antes dos sintomas motores mais conhecidos, como tremor, rigidez, instabilidade postural e lentidão.
Diagnóstico precoce faz diferença
Identificar o Parkinson no início é difícil, mas pode melhorar a qualidade de vida do paciente. Com acompanhamento adequado, mudanças no estilo de vida e tratamento iniciado cedo, tanto com medicamentos quanto com fisioterapia e terapia ocupacional, é possível controlar melhor os sintomas e retardar a progressão da doença.
Observar os sinais do corpo e buscar orientação médica diante de sintomas persistentes é fundamental. Atividade física regular, alimentação equilibrada e estímulo cognitivo também contribuem para o cuidado com a saúde neurológica. Falar sobre as diferentes manifestações do Parkinson ajuda a combater mitos: o tremor é um sinal importante, mas não é o único.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Adam Jones/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)







