Anvisa barra entrada no Brasil de colírios e géis oftálmicos da francesa Excelvision

Anvisa barra entrada no Brasil de colírios e géis oftálmicos da francesa Excelvision

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a importação de todos os medicamentos produzidos pela empresa francesa Excelvision, fabricante de colírios e géis para os olhos vendidos por diferentes marcas em vários países.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, veio após um alerta sanitário internacional da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde da França (ANSM). Em inspeção feita entre 3 e 5 de junho na fábrica da empresa em Annonay, os fiscais franceses encontraram descumprimento das boas práticas de fabricação.

O que foi suspenso

  • todos os medicamentos da Excelvision destinados à importação para o Brasil;
  • todos os lotes de Hyabak e Thealiz Duo fabricados pela empresa a partir de 5 de junho de 2026;
  • o Zonidra 20 mg/mL (frasco de 5 mL), que tem registro no país, mas nunca chegou a ser comercializado aqui.

O que fazer se você usa esses produtos

Segundo a Anvisa, a medida é preventiva e busca impedir a chegada de novos lotes enquanto a situação da fábrica é avaliada. Quem usa Hyabak ou Thealiz Duo deve conferir na embalagem o fabricante e a data de produção. Se o produto tiver sido feito pela Excelvision depois de 5 de junho de 2026, a orientação é não usá-lo e procurar a empresa responsável para receber instruções.

As boas práticas de fabricação garantem padrões de qualidade, esterilidade e segurança — requisitos especialmente importantes em colírios e géis, que têm contato direto com os olhos.

Especialistas recomendam não interromper tratamentos por conta própria. Em caso de dúvida sobre a procedência do medicamento ou sobre a necessidade de troca, o caminho é consultar um oftalmologista ou o farmacêutico. Dor forte, vermelhidão persistente, secreção, piora da visão ou irritação após a aplicação exigem atendimento médico imediato.

Atenção à procedência

A Anvisa reforça que a suspensão é cautelar e orienta comprar medicamentos apenas em estabelecimentos autorizados, verificando embalagem, fabricante e número do lote sempre que possível. Até o momento, não há registro de recolhimento de produtos já vendidos no Brasil além das medidas anunciadas, e a agência seguirá acompanhando o caso, podendo adotar novas providências.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Lars Andreas/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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