Brasil confirma quatro casos de febre do Nilo Ocidental em 2026; Ministério da Saúde atualiza orientações

Brasil confirma quatro casos de febre do Nilo Ocidental em 2026; Ministério da Saúde atualiza orientações

O Brasil confirmou quatro casos de febre do Nilo Ocidental em 2026, dois em São Paulo e dois em Santa Catarina. Um dos pacientes catarinenses, uma mulher de 77 anos, morreu. Em 28 de agosto, o Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica nº 79/2026, que atualiza o cenário epidemiológico e reforça as orientações de vigilância. Os números, no entanto, são baixos, e a doença continua tendo ocorrência rara e esporádica no país, sem caracterizar epidemia.

Transmissão

A febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose, como dengue, zika e chikungunya. O vírus circula principalmente entre aves e mosquitos, sobretudo do gênero Culex, os pernilongos: o inseto se infecta ao picar uma ave doente e depois pode transmitir o vírus a pessoas e outros mamíferos. O convívio com alguém infectado não é a forma habitual de contágio. O primeiro caso humano no Brasil foi registrado em 2014, no Piauí, e o vírus já foi identificado em animais em outras regiões.

Sintomas e formas graves

A maior parte dos infectados não tem sintomas ou apresenta quadro leve. Quando surgem, os sinais podem incluir:

  • febre repentina e dor de cabeça;
  • dores no corpo e nos olhos;
  • mal-estar e vômitos;
  • manchas na pele.

Como são sintomas comuns a outras arboviroses, a doença pode ser confundida com elas. Uma pequena parte dos pacientes desenvolve comprometimento neurológico, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda, mais frequente em pessoas acima de 50 anos, segundo o Guia de Vigilância em Saúde. Não há vacina aprovada para humanos nem antiviral específico; o tratamento controla os sintomas e, nos casos graves, pode exigir internação. O diagnóstico depende de exames laboratoriais, como a pesquisa de anticorpos no sangue e, em casos neuroinvasivos, a análise do líquido cefalorraquidiano, geralmente feitos por laboratórios de saúde pública.

Prevenção

Como o Culex tem papel central, a proteção vai além das medidas contra o Aedes aegypti. O Ministério da Saúde e especialistas recomendam usar repelente conforme as instruções, instalar telas em portas e janelas, evitar exposição aos mosquitos, eliminar recipientes que acumulam água e usar barreiras físicas nas casas. Sintomas intensos ou persistentes merecem avaliação, principalmente em idosos, e sinais neurológicos, como confusão mental, fraqueza muscular importante, rigidez de nuca ou convulsões, exigem atendimento imediato. Segundo as autoridades, não há motivo para pânico, mas vale reforçar a prevenção contra picadas.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Volkmar Becher/Wikimedia Commons (CC0)

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