Câncer colorretal: sinais, fatores de risco e a importância do rastreamento

Câncer colorretal: sinais, fatores de risco e a importância do rastreamento

O câncer colorretal, que atinge o cólon e o reto, soma quase 2 milhões de novos diagnósticos por ano no mundo. É o terceiro tipo de câncer mais frequente entre homens e mulheres e responde por cerca de 900 mil mortes anuais. O crescimento dos casos nos últimos anos tem reforçado a necessidade de informar a população sobre prevenção e detecção precoce.

Como a doença se forma

O tumor costuma começar com pólipos benignos na parede interna do intestino grosso. Com o tempo, alguns podem se tornar malignos, invadir tecidos vizinhos e se espalhar para outros órgãos. Por isso, encontrar e retirar esses pólipos cedo reduz muito a chance de o câncer se desenvolver.

Quem corre mais risco

A idade é um dos principais fatores, com a maior parte dos casos acima dos 50 anos, mas a doença vem aparecendo com mais frequência em pessoas mais jovens. Também elevam o risco:

  • histórico de câncer colorretal em parentes de primeiro grau;
  • dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas e gordura animal;
  • sedentarismo;
  • tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e colite ulcerativa.

Estudos associam ainda a urbanização e o padrão alimentar ocidental ao aumento da incidência, sobretudo em países de renda alta.

Sintomas e rastreamento

Nas fases iniciais, o câncer pode não dar sinais. Entre os sintomas mais comuns estão sangramento retal ou nas fezes, mudanças persistentes no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre), dor ou cólica abdominal sem explicação, perda de peso inexplicada e cansaço constante.

O principal exame de rastreamento é a colonoscopia, que permite localizar pólipos e tumores antes que se tornem malignos. Em geral, recomenda-se iniciar o rastreamento aos 50 anos, ou antes para quem tem histórico familiar.

Prevenção e tratamento

Nem todos os casos podem ser evitados, mas atividade física regular, alimentação rica em frutas, verduras e fibras, peso adequado, menos álcool e o abandono do cigarro reduzem bastante o risco.

O tratamento varia conforme o estágio: no início, a cirurgia para retirar o tumor pode bastar; em quadros mais avançados, entram quimioterapia, radioterapia e imunoterapia para controlar a doença e preservar a qualidade de vida. Exames regulares e hábitos saudáveis aumentam as chances de cura.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: stu_spivack/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

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