Caso Rodrigo Castanheira: Justiça pede perícia final do IML antes de decidir se Pedro Turra vai a júri

A Justiça do Distrito Federal determinou que o Instituto Médico-Legal (IML) faça uma perícia complementar final no laudo cadavérico de Rodrigo Castanheira, morto aos 16 anos, para então decidir se o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso será levado a júri popular. A medida veio após o Hospital Brasília de Águas Claras encaminhar os documentos e registros médicos do adolescente pedidos pela defesa.
Entre os materiais a serem analisados estão as imagens originais da primeira tomografia de crânio de Rodrigo, além de prontuários, boletim de anestesia e a descrição da cirurgia com os respectivos horários. Os peritos vão avaliar se os novos elementos alteram, complementam ou exigem ressalvas ao laudo complementar já produzido.
Concluída a perícia, o processo seguirá para a decisão sobre o fim da fase de instrução. Em agosto, a Justiça já havia classificado as diligências pedidas pela defesa como “complementares e finais”; depois delas, o caso avança para as alegações conclusivas, e caberá ao juiz decidir se o réu vai ao Tribunal do Júri.
Situação do processo
O processo está suspenso desde o fim de maio, quando o magistrado aceitou o pedido da defesa por um laudo complementar do IML. O laudo foi anexado em 30 de junho, mas em 15 de julho a Justiça pediu ao hospital o prontuário do atendimento no pronto-socorro. O documento chegou nove dias depois, e a defesa apontou lacunas, o que levou o juiz André Silva Ribeiro a deferir novos esclarecimentos, em “caráter complementar e final”.
Desde janeiro, ao menos oito pedidos de habeas corpus da defesa foram negados pelo TJDFT e pelo STJ. O mais recente, em agosto, foi rejeitado pelo ministro Messod Azulay Neto, que não viu “plausibilidade jurídica” para a medida. Turra segue preso preventivamente.
Relembre
Pedro Turra, então com 19 anos, e Rodrigo Castanheira, de 16, se envolveram em uma briga na noite de 22 de janeiro, em Vicente Pires, gravada por testemunhas. A versão inicial dizia que a confusão começou depois de Turra jogar um chiclete mascado em um amigo da vítima. A Polícia Civil passou a investigar se essa versão encobria a real motivação: novos relatos indicam que Rodrigo pode ter sido vítima de uma emboscada por ciúmes, com Turra chamado para agredi-lo a pedido de outro piloto, menor de idade, incomodado por Rodrigo conversar com a ex-namorada dele. Em determinado momento, Turra desferiu um soco que fez Rodrigo bater a cabeça na porta de um carro. O adolescente ficou 16 dias internado em estado gravíssimo e teve a morte cerebral confirmada em 7 de fevereiro.
Fonte: Metrópoles | Foto: Reprodução







