Consumo diário de refrigerante eleva risco de gordura no fígado e outras doenças hepáticas

Consumo diário de refrigerante eleva risco de gordura no fígado e outras doenças hepáticas

Beber refrigerante com frequência, sobretudo as versões adoçadas com açúcar, está ligado a um risco maior de desenvolver doenças do fígado. O alerta vem de pesquisas recentes, que apontam relação entre o hábito e a esteatose hepática não alcoólica, condição popularmente chamada de gordura no fígado.

Segundo estudos publicados em periódicos científicos internacionais, quem consome refrigerante todos os dias tem mais chance de acumular gordura no órgão, mesmo sem ingerir álcool e mesmo sem estar com obesidade. A explicação está na composição da bebida: rica em frutose e em outros açúcares simples, ela estimula o depósito de triglicerídeos nas células do fígado, um dos caminhos que levam à doença hepática gordurosa.

Quadro pode se agravar com o tempo

A esteatose não é o único problema. Com o consumo prolongado, o quadro pode progredir para inflamação do fígado (esteato-hepatite), fibrose, cirrose e, nos casos mais extremos, câncer hepático. O risco fica ainda maior quando o refrigerante faz parte de uma rotina com alimentação desequilibrada e pouca atividade física.

As versões diet e zero também merecem atenção, segundo especialistas. Apesar de não terem sacarose, há estudos indicando que os adoçantes artificiais podem interferir no metabolismo do fígado, na microbiota intestinal e em processos inflamatórios do corpo, ainda que o efeito provavelmente seja menor do que o das bebidas açucaradas.

Para profissionais de nutrição, a saúde do fígado está diretamente ligada às escolhas feitas à mesa, e diminuir ou cortar o refrigerante é uma medida simples e eficiente para evitar complicações no futuro.

Ultraprocessados e prevenção

Dados do Ministério da Saúde mostram que o avanço das doenças hepáticas não alcoólicas no Brasil acompanha o aumento do consumo de ultraprocessados, grupo do qual os refrigerantes fazem parte. Por isso, campanhas de conscientização têm reforçado a importância de uma dieta natural e equilibrada, com frutas, verduras, legumes, grãos integrais e água.

A prevenção segue como a melhor estratégia. Ajustar a alimentação e manter a prática regular de exercícios ajuda a proteger o fígado e ainda reduz o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: pic_p_ter/Wikimedia Commons (domínio público)

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