DF começa a soltar “wolbitos”, mosquitos com Wolbachia que ajudam a barrar a dengue

O Distrito Federal começa, ainda neste mês, a liberar os chamados wolbitos: mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. A estratégia tem o objetivo de reduzir a transmissão de dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.
Como o método funciona
A Wolbachia impede que os vírus causadores dessas doenças se desenvolvam dentro do mosquito, que assim deixa de conseguir transmitir a infecção. Além disso, quando um macho com a bactéria cruza com uma fêmea selvagem, não há descendentes, o que ajuda a substituir aos poucos a população de mosquitos transmissores.
O método contribui para diminuir a transmissão de dengue, zika e chikungunya, além de outras viroses, como a febre mayaro e a febre amarela urbana.
É seguro?
Sim. A Wolbachia é uma bactéria natural que não oferece risco a pessoas, animais de estimação ou ao meio ambiente. Ela não passa para quem é picado e não interfere nos ecossistemas locais. A técnica é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e já é aplicada com sucesso em 14 países.
Onde haverá soltura
As liberações estão previstas para regiões como:
- Planaltina, Arapoanga, Sobradinho II e Fercal;
- Brazlândia e Estrutural;
- São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Varjão;
- Municípios goianos vizinhos, como Luziânia e Valparaíso.
E os cuidados de sempre?
Continuam indispensáveis. Como não dá para distinguir a olho nu um mosquito com Wolbachia de um sem a bactéria, a recomendação é manter a prevenção: eliminar água parada, usar repelente e, se desejar, matar os mosquitos com aerossóis ou raquetes elétricas.
A nova ferramenta reforça o combate às arboviroses e amplia a expectativa de queda nos casos dessas doenças no Distrito Federal.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Wee Hong/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







