DF ganha comitê para enfrentar a hanseníase e combater o preconceito contra a doença

DF ganha comitê para enfrentar a hanseníase e combater o preconceito contra a doença

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) instituiu o Comitê Distrital de Enfrentamento à Hanseníase, grupo que vai trabalhar na identificação, no monitoramento e no combate à doença na capital. Além disso, o colegiado terá a missão de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento correto, e de reduzir o estigma e a discriminação que ainda cercam a enfermidade.

O comitê terá formação interinstitucional, multiprofissional e técnico-científica, com atribuições consultivas, deliberativas, normativas e de vigilância.

Como a doença age e é transmitida

A hanseníase é uma infecção causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela atinge a pele e os nervos periféricos, como os das mãos e dos pés, provocando perda de sensibilidade. Sem tratamento adequado, pode levar a deformidades e incapacidades permanentes. O contágio acontece pelo convívio próximo e prolongado com uma pessoa que ainda não iniciou o tratamento, em geral pelas vias respiratórias, por meio da fala, da tosse ou do espirro.

Segundo a dermatologista da SES-DF Janaina Barbaresco, a hanseníase tem cura, e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ela ressalta que o diagnóstico precoce torna a terapia mais eficaz e evita sequelas, e que a busca ativa pelos contatos dos pacientes nos territórios é fundamental para achar novos casos e interromper a transmissão. Com o tratamento correto, o paciente pode retomar a rotina sem risco de transmitir a doença.

Sinais de alerta

  • Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas com perda de sensibilidade;
  • Pele seca e queda de pelos;
  • Dores ou sensação de choque nos nervos de braços e pernas;
  • Nódulos avermelhados e doloridos pelo corpo;
  • Diminuição da força em mãos, pés ou rosto.

Diante desses sintomas, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes para diagnóstico e início do tratamento.

Metas até 2030

O trabalho do comitê seguirá a Estratégia Global de Hanseníase 2021-2030, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que busca chegar a zero caso da doença, e a Estratégia Nacional de Enfrentamento à Hanseníase 2024-2030, voltada à interrupção da transmissão, à eliminação de novos casos e ao combate ao estigma. No âmbito local, o Plano de Enfrentamento da Hanseníase do DF 2023-2030 prevê eliminar a transmissão no DF até 2030, fortalecer a gestão e promover a inclusão social.

Com a iniciativa, o GDF pretende ampliar o acesso ao tratamento e mostrar à população que a doença deixa de ser transmitida após o início da terapia, para que nenhum paciente precise se afastar da família ou dos amigos por causa do preconceito.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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