DF tem 68% de amamentação exclusiva e fica acima da média nacional

No Dia Mundial de Proteção do Aleitamento Materno, lembrado em 21 de maio, o Distrito Federal tem bons números para mostrar. Segundo o boletim mais recente da Atenção Primária à Saúde, mais de 68% das crianças com menos de seis meses receberam aleitamento materno exclusivo, índice maior que o do ano anterior, mais de 20 pontos percentuais acima da média nacional e acima da meta da Organização Mundial da Saúde, que previa pelo menos 50% até 2025.
Entre as crianças acompanhadas, 90,5% estavam com peso adequado. No aleitamento continuado, recomendado até os dois anos ou mais, o DF registrou 72,5%, contra 43,4% no país, uma diferença de quase 30 pontos percentuais.
Uma política de mais de 30 anos
A trajetória começou em 1993, quando foi criada a primeira política pública de amamentação da capital. Desde então, a Secretaria de Saúde do DF ampliou serviços, ações e leis de incentivo. Entre as iniciativas mais recentes estão as Salas Douradas, o Selo Dourado e a isenção da taxa de inscrição em concursos públicos para doadoras de leite materno.
A rede de cuidado inclui ainda:
- o Método Canguru, que aproxima mãe e bebê e fortalece o vínculo nos primeiros momentos de vida;
- a atuação de doulas nas unidades da Secretaria de Saúde, regulamentada desde 2020;
- 14 Bancos de Leite Humano e sete postos de coleta, que recebem, analisam, processam e distribuem leite para bebês que precisam.
Proteção contra pressões comerciais
A data remete a 1981, quando a Assembleia Mundial da Saúde aprovou regras para controlar a promoção de substitutos do leite materno. No Brasil, a Lei nº 11.265, de 2006, regula a venda de alimentos para lactentes e crianças pequenas, além de bicos, chupetas e mamadeiras. A norma proíbe, em determinadas situações, a distribuição de amostras desses produtos e restringe a presença de representantes comerciais em unidades de saúde.
O leite materno contribui para a nutrição, a imunidade e o desenvolvimento infantil, além de fortalecer o vínculo entre mãe e bebê e poder reduzir riscos de doenças ao longo da vida. Com rede estruturada e ações permanentes, o DF se consolida como referência nacional no tema.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Rudolf Ascherl/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







