Do diagnóstico ao transplante: como o SUS no DF trata as leucemias

Quem recebe o diagnóstico de leucemia no Distrito Federal conta com uma estrutura completa na rede pública. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento vai dos exames laboratoriais a terapias avançadas, como quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula óssea.
Diagnóstico e encaminhamento
As leucemias são cânceres que afetam a produção das células do sangue na medula óssea. Para identificar a doença com precisão, a rede do DF oferece hemograma, biópsia de medula, imunofenotipagem e testes genéticos. Casos suspeitos são encaminhados a unidades de referência, como o Hospital de Base e o Hospital da Criança de Brasília, para avaliação completa e início rápido do tratamento.
A porta de entrada são as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que fazem o primeiro atendimento e direcionam os casos suspeitos aos serviços especializados.
Tratamento e transplante
O tratamento segue protocolos atualizados, com quimioterapia, terapia-alvo e imunoterapia. As equipes multidisciplinares reúnem médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que dão suporte aos pacientes e às famílias.
Para alguns tipos da doença, o transplante de medula óssea é indicado e pode levar à cura. O Hospital de Base é um dos principais centros do país nessa terapia e realiza tanto transplantes autólogos, com células do próprio paciente, quanto alogênicos, com células de um doador compatível. O cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) é incentivado para aumentar as chances de encontrar doadores.
Atenção aos sintomas
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é decisivo para o sucesso do tratamento. Devem ser investigados sinais como:
- cansaço excessivo e palidez;
- febre persistente;
- sangramentos frequentes;
- infecções que se repetem.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







