Doenças autoimunes e alimentação: o que a ciência já sabe sobre a influência do cardápio

Nas doenças autoimunes, o sistema de defesa do organismo passa a atacar, por engano, tecidos do próprio corpo. Artrite reumatoide, doença de Crohn, lúpus e esclerose múltipla estão entre os exemplos. Nos últimos anos, cresceu o interesse em entender como a alimentação interfere no surgimento e na evolução desses quadros, e pesquisas indicam que certos alimentos podem ter papel importante.
O que pode piorar os sintomas
Alguns itens do cardápio estão associados ao aumento da inflamação e, com isso, à piora dos sintomas. É o caso dos alimentos processados, ricos em gorduras trans e saturadas, açúcares refinados e aditivos químicos. Em algumas pessoas com doenças autoimunes, laticínios, glúten e alimentos ricos em histamina também podem provocar reações inflamatórias.
O que pode ajudar
Na outra ponta, uma alimentação com foco em itens anti-inflamatórios tende a aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Entre os destaques estão:
- Frutas e vegetais frescos ricos em antioxidantes e fibras, como mirtilo, espinafre e brócolis;
- Peixes com ômega-3, como salmão e sardinha;
- Especiarias como o açafrão-da-terra (cúrcuma), que também mostrou efeito anti-inflamatório.
Cada organismo reage de um jeito
A relação entre comida e autoimunidade não é igual para todos: o que traz benefício para uma pessoa pode não funcionar para outra. Por isso, o caminho indicado é que os pacientes trabalhem junto com médicos e nutricionistas na construção de um plano alimentar personalizado.
As pesquisas sobre o tema continuam, mas as evidências reunidas até aqui reforçam que o que comemos influencia a forma como o corpo responde. Uma dieta equilibrada e rica em alimentos anti-inflamatórios pode reduzir a inflamação e trazer mais qualidade de vida a quem convive com essas doenças, sempre com acompanhamento de um profissional de saúde.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: HarshLight/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







