Emagrecer com saúde: hábitos comuns que atrapalham a perda de peso

Emagrecer com saúde: hábitos comuns que atrapalham a perda de peso

Perder peso não é só questão de força de vontade. O resultado depende de um conjunto de fatores, como alimentação, sono, exercícios, hormônios, rotina, saúde mental e acompanhamento adequado. Por isso, atitudes frequentes no cotidiano podem sabotar o emagrecimento, mesmo quando a pessoa acha que está no caminho certo.

O assunto ganha peso diante dos números. Segundo o Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde feita nas capitais e no Distrito Federal, o excesso de peso entre adultos saltou de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024. A obesidade, no mesmo intervalo, foi de 11,8% para 25,7%.

Os tropeços mais comuns

  • Comer pouco demais: cortes radicais de calorias favorecem fome intensa, compulsão, cansaço, irritação e desistência. Sem proteína suficiente e treino de força, ainda há perda de massa muscular, que ajuda no gasto de energia e na manutenção do peso. Um déficit calórico moderado costuma ser mais seguro.
  • Pular refeições sem planejamento: a pessoa economiza calorias durante o dia e chega à noite faminta, exagerando. Refeições organizadas, com proteínas, fibras e alimentos pouco processados, ajudam a controlar o apetite.
  • Olhar só para a balança: o peso oscila por retenção de líquido, ciclo menstrual, intestino, sal, sono, treino e ganho de músculo. Medidas corporais, circunferência abdominal, disposição, sono, desempenho, exames e relação com a comida também contam.
  • Ignorar a qualidade da comida: ultraprocessados como biscoitos recheados, salgadinhos, refrigerantes, macarrão instantâneo e embutidos saciam pouco e são fáceis de exagerar. Um estudo controlado do NIH mostrou que participantes com dieta de ultraprocessados comeram mais calorias e ganharam peso em relação a quem consumiu alimentos minimamente processados.
  • Dormir mal: revisões científicas ligam a falta de sono a alterações em mecanismos de fome, saciedade e recompensa alimentar. Quem dorme mal também tende a ter menos energia para cozinhar e treinar.

O papel do exercício

A Organização Mundial da Saúde recomenda que adultos pratiquem de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa, além de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias por semana. Unir alimentação ajustada, musculação, caminhada ou outro aeróbico e bom sono costuma render mais do que apostar só na restrição.

Constância acima de soluções radicais

Horários regulares para comer, prioridade a proteínas, fibras e alimentos pouco processados, descanso adequado e atividade física tornam o processo mais sustentável. Oscilações fazem parte e não significam fracasso.

Em caso de dificuldade persistente, compulsão alimentar, efeito sanfona, uso de medicamentos ou doenças como diabetes, hipotireoidismo, ansiedade ou depressão, o indicado é buscar acompanhamento de profissionais de saúde.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: TorbeyCharbel/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

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