Embutidos, refrigerantes e ultraprocessados: nutricionista aponta 7 alimentos que pedem cautela

Embutidos, refrigerantes e ultraprocessados: nutricionista aponta 7 alimentos que pedem cautela

Muitos produtos industrializados que fazem parte da rotina podem prejudicar a saúde quando consumidos com frequência ou em grandes quantidades. A nutricionista Carolina Pimentel chama atenção para sete grupos de alimentos associados a doenças crônicas, obesidade e até câncer.

Os sete alimentos

  • Embutidos e frios (salsicha, mortadela, presunto): têm muito sódio, conservantes, corantes e gordura saturada. Segundo a nutricionista, os nitratos e nitritos usados para conservar e dar cor, em excesso, estão ligados a maior risco de câncer, especialmente colorretal; o sódio favorece a hipertensão e problemas cardíacos.
  • Refrigerantes e bebidas açucaradas: grandes fontes de açúcar refinado, provocam picos de insulina, favorecem o acúmulo de gordura visceral e aumentam o risco de diabetes tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares. Contêm ainda corantes e conservantes, e as versões diet ou zero trazem adoçantes artificiais que também podem ter efeitos a longo prazo.
  • Frituras (batata frita, salgadinhos de pacote): absorvem muito óleo e podem gerar acrilamida, substância formada quando alimentos ricos em carboidrato são expostos a altas temperaturas e que estudos associam ao câncer. Com óleo reutilizado, liberam compostos tóxicos e inflamatórios.
  • Pães e bolos industrializados: costumam ter farinha refinada, gordura trans, corantes e conservantes. Elevam o LDL, reduzem o HDL e causam picos de glicemia. A especialista sugere preferir versões integrais e evitar produtos embalados.
  • Ultraprocessados (nuggets, macarrão instantâneo, sopas prontas, refeições congeladas): ricos em sódio, açúcar, gorduras ruins e aditivos, e pobres em fibras, vitaminas e minerais. O consumo constante aumenta o risco de obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes, e o excesso de sódio sobrecarrega os rins.
  • Produtos light ou diet com adoçantes artificiais: aspartame, sacarina e sucralose, em excesso, podem alterar o metabolismo da glicose e a flora intestinal e aumentar a vontade de comer doces. A orientação é ler rótulos e, com moderação, optar por mel, stévia ou açúcar mascavo.
  • Alimentos com gordura trans (margarinas, fast food, biscoitos recheados, tortas): considerada a gordura mais prejudicial, eleva o LDL, reduz o HDL e aumenta o risco de doenças cardíacas, derrames e resistência à insulina.

O caminho mais saudável

Para a nutricionista, a melhor forma de proteger o organismo é priorizar alimentos frescos, naturais e preparados em casa. Uma dieta equilibrada, com integrais, fibras, proteínas magras e gorduras saudáveis, é apontada por ela como fundamental para prevenir doenças e manter a saúde a longo prazo.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Horacio Cambeiro/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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