Exercícios de baixa intensidade ajudam a aliviar os sintomas da fibromialgia

A fibromialgia provoca dores generalizadas e persistentes, cansaço e problemas de sono. A condição atinge de 2% a 4% da população, com maior frequência entre as mulheres. Embora não tenha cura definitiva, a prática regular de exercícios é considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir os sintomas e melhorar o dia a dia de quem convive com ela.
Especialistas apontam que o movimento ajuda a diminuir a dor, ganhar mobilidade e enfrentar a fadiga típica da doença. Há também ganhos emocionais, como a redução da ansiedade e da depressão, que costumam acompanhar o quadro.
O que acontece no corpo
Estudos indicam que a atividade física regular provoca mudanças positivas no sistema nervoso central, reduzindo a sensibilização à dor. A melhora da circulação aumenta a oxigenação dos músculos, frequentemente tensos ou inflamados nesses pacientes. O exercício ainda estimula a liberação de endorfinas, que aliviam a dor e trazem sensação de bem-estar, e contribui para um sono de melhor qualidade ao reduzir o estresse.
Atividades mais indicadas
- Caminhada: melhora a circulação, reduz a rigidez muscular e relaxa.
- Alongamento e yoga: aumentam a flexibilidade, aliviam dores musculares e ajudam contra o estresse.
- Hidroginástica ou natação: a água diminui o impacto nas articulações e facilita os movimentos.
- Treino de força leve: com supervisão, pode melhorar a resistência muscular e a postura.
Cuidados para começar
A recomendação é iniciar com acompanhamento médico e, de preferência, com orientação de um profissional de educação física ou fisioterapeuta. O ideal é começar devagar e aumentar a intensidade aos poucos, respeitando os limites do corpo. Se a dor piorar muito depois do treino, pode ser necessário ajustar o programa ou fazer mais pausas. A constância é o que traz resultados, mesmo com sessões curtas no início.
A longo prazo, uma rotina ativa também favorece a autoestima, a autonomia nas tarefas do cotidiano e a vida social, ajudando a reduzir o isolamento que muitas vezes acompanha a condição.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: John Duncan/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)







