Frio, férias e gripes derrubam estoques: Junho Vermelho reforça o apelo pela doação de sangue

Frio, férias e gripes derrubam estoques: Junho Vermelho reforça o apelo pela doação de sangue

Junho é o mês da campanha Junho Vermelho, de conscientização sobre a doação de sangue, e o alerta chega em boa hora: com o frio, as férias escolares e as festas juninas, os hemocentros costumam registrar queda nos estoques. Muitos doadores também ficam temporariamente impedidos por gripes, resfriados e outros sintomas respiratórios, mais comuns nessa época. Os hospitais, porém, continuam precisando de sangue diariamente.

O sangue doado atende pacientes em cirurgias, vítimas de acidentes, transplantados, mulheres com complicações no parto, pessoas em tratamento contra o câncer e portadores de anemias graves e doenças hematológicas. Por isso, a doação precisa acontecer antes da emergência, de forma regular ao longo do ano.

Uma bolsa, vários pacientes

Cada doação é separada em componentes, como hemácias, plaquetas e plasma. As hemácias ajudam em casos de anemia grave ou perda de sangue, as plaquetas são importantes para pacientes oncológicos e o plasma é usado em situações clínicas específicas. Assim, uma única bolsa pode beneficiar mais de uma pessoa.

Quem pode doar

  • Pessoas de 16 a 69 anos, com pelo menos 50 kg, em boas condições de saúde e com documento oficial com foto.
  • Menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis; quem tem de 60 a 69 anos só pode doar se já tiver doado antes dos 60.
  • Homens podem doar a cada 60 dias, até quatro vezes por ano; mulheres, a cada 90 dias, até três vezes por ano, tempo necessário para repor componentes do sangue e ferro.

Não é preciso jejum: o ideal é estar alimentado, evitando refeições gordurosas nas horas anteriores, descansado, hidratado e sem ter ingerido álcool recentemente. Após a coleta, que leva poucos minutos, o doador faz um lanche, fica alguns minutos em observação e deve evitar esforço intenso.

Gripe, resfriado, febre, dor de garganta e sintomas respiratórios exigem esperar a recuperação completa. Há também restrições temporárias após algumas vacinas, cirurgias, procedimentos odontológicos, tatuagens, piercings, gravidez, parto, amamentação recente e uso de certos medicamentos. As regras protegem doador e receptor; em caso de dúvida, consulte o hemocentro antes de sair de casa.

Doação como hábito

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,4% dos brasileiros doam sangue regularmente, o equivalente a 14 pessoas a cada mil habitantes. O índice está dentro dos parâmetros da Organização Mundial da Saúde, mas os estoques oscilam, e doar apenas quando um conhecido precisa não resolve o problema. No DF, a principal referência pública é a Fundação Hemocentro de Brasília; antes de ir, confira nos canais oficiais os horários e a necessidade de agendamento.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Tech. Sgt. Nicholas Alder/U.S. Air Force/Wikimedia Commons (Domínio público)

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