Hantavirose: o que se sabe sobre os casos de 2026 e como evitar a doença

Hantavirose: o que se sabe sobre os casos de 2026 e como evitar a doença

A hantavirose voltou ao noticiário em 2026 com a confirmação de novos casos e a investigação de suspeitas no Paraná. Trata-se de uma zoonose viral aguda, transmitida de animais para pessoas, principalmente pela inalação de partículas contaminadas com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados.

No Brasil, a forma mais grave é a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, que pode evoluir rapidamente para falta de ar intensa, queda de pressão, choque circulatório e morte.

Números da doença

Até 27 de abril de 2026, o Ministério da Saúde contabilizava sete casos confirmados e um óbito no país. Em maio, o Paraná confirmou dois casos e investigava outras 11 suspeitas. Em 2025, foram 36 casos e 15 mortes, com letalidade de 42%. Os dados de 2026 são preliminares. Segundo as autoridades, a situação está controlada e o risco de disseminação ampla é baixo.

Como ocorre a transmissão

O risco é maior ao limpar ambientes fechados ou mexer em depósitos, galpões, paióis, entulhos e áreas rurais sem proteção: ao varrer, a poeira contaminada fica suspensa no ar e pode ser inalada. Mordidas de roedores, ferimentos na pele e o contato de mãos sujas com olhos, boca e nariz também podem transmitir o vírus.

No Brasil, a transmissão entre pessoas não é característica da doença. Casos raros assim ocorreram em outros países sul-americanos, ligados ao hantavírus Andes, genótipo que, segundo o ministério, não circula no país.

Sintomas e tratamento

Os sinais surgem, em geral, de uma a cinco semanas após a exposição, podendo variar de 3 a 60 dias. No início lembram uma infecção comum: febre, dor de cabeça, dores no corpo, dor lombar e abdominal, náuseas, vômitos e diarreia. Depois podem aparecer falta de ar, respiração acelerada, tosse seca, taquicardia e pressão baixa. A doença atinge sobretudo homens adultos em áreas rurais, e a maioria dos casos exige internação.

O diagnóstico combina avaliação clínica e exames feitos em laboratórios de referência da rede pública. Não há antiviral específico; o tratamento é de suporte, podendo incluir oxigênio e terapia intensiva. A notificação é compulsória em até 24 horas.

Prevenção

  • Manter terrenos limpos, roçar ao redor das casas e retirar entulhos.
  • Guardar alimentos em recipientes fechados e bloquear o acesso de roedores a casas e depósitos.
  • Arejar locais fechados há muito tempo antes de limpar e não varrer a seco áreas com sinais de roedores.
  • Em situações de risco, usar máscara adequada, luvas, óculos e avental.

Quem apresentar febre, mal-estar ou sintomas respiratórios até 60 dias após contato com locais frequentados por roedores deve procurar atendimento e relatar a exposição ao profissional de saúde.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Rasbak/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

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