HIV avança e mortes por aids recuam no Brasil; cenário se repete no DF

Um boletim do Ministério da Saúde mostra um quadro de contrastes no enfrentamento do HIV/aids no Brasil: as mortes pela doença diminuíram, mas os diagnósticos de HIV aumentaram nos últimos anos, sinal de falhas na prevenção e no diagnóstico precoce. O Distrito Federal acompanha essa tendência.
O que dizem os números
Nos últimos cinco anos, os diagnósticos de HIV cresceram 10% no país, enquanto as mortes por aids caíram cerca de 15%, resultado dos avanços no tratamento antirretroviral. No DF, os novos casos também aumentaram, principalmente entre jovens de 20 a 34 anos, faixa que responde por cerca de metade das notificações. Em 2023, o número de casos foi 12% maior que em 2022.
Por outro lado, o DF tem uma das melhores coberturas de tratamento do país: cerca de 85% das pessoas diagnosticadas fazem acompanhamento regular. A taxa de mortalidade por aids caiu 20% na última década. O acesso à profilaxia pré-exposição (PrEP) avançou, mas a procura entre grupos de risco ainda é baixa.
Por que os casos sobem
- Menor uso de preservativo, especialmente em relações casuais;
- desinformação sobre riscos e formas de prevenção, sobretudo entre jovens;
- diagnóstico tardio, que dificulta o controle da transmissão;
- estigma, que afasta as pessoas do teste e do tratamento.
Prevenção e tratamento
O tratamento antirretroviral é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS) e permite que pessoas vivendo com HIV tenham qualidade de vida próxima do normal. Ao reduzir a carga viral até torná-la indetectável, o vírus deixa de ser transmitido. As principais formas de prevenção e cuidado incluem o uso de preservativo, a PrEP para quem tem maior risco de exposição e a testagem regular, também gratuita no SUS.
Especialistas defendem campanhas voltadas a jovens e populações vulneráveis, ampliação da distribuição de preservativos, expansão da PrEP e da testagem rápida, inclusive com ações itinerantes, e diálogo aberto para reduzir o estigma, para que os avanços contra a aids não sejam ofuscados pelo crescimento das infecções.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: U.S. Department of Housing and Urban Development (HUD)/Wikimedia Commons (Domínio público)







