Homem que acorrentou e amordaçou a ex-esposa por 5 dias é diz ser CAC

Homem que acorrentou e amordaçou a ex-esposa por 5 dias é diz ser CAC

Ailton Rodrigues de Souza, preso sob suspeita de manter a ex-companheira acorrentada e amordaçada durante cinco dias em Águas Lindas de Goiás, afirmou durante a audiência de custódia que possui registro como Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). Segundo o próprio suspeito, apesar de possuir uma arma, ele não teria utilizado o armamento para ameaçar ou manter a vítima em cativeiro.

Durante a audiência, realizada após a prisão, Ailton teve a oportunidade de se manifestar diante da decisão judicial que manteve sua prisão. Ao falar sobre a existência da arma, ele declarou que possui o registro de CAC e afirmou que o armamento estava guardado, negando que tenha recorrido a ele durante o episódio envolvendo a ex-companheira.

A declaração ocorreu depois que a Justiça de Goiás decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. Com a medida, o homem permanece detido enquanto o caso continua sendo investigado e as circunstâncias envolvendo a acusação são analisadas pelas autoridades responsáveis.

Além de comentar sobre o registro de CAC, Ailton afirmou durante a audiência que não possui antecedentes criminais. Ele também foi questionado sobre a forma como ocorreu sua abordagem e prisão e declarou que não teria sido agredido fisicamente pelos policiais responsáveis pela ocorrência.

Apesar de negar ter sofrido agressões durante a prisão, o suspeito afirmou ter recebido ameaças. Ele também relatou que estaria enfrentando crises nervosas e disse fazer uso de medicamentos calmantes para conseguir dormir. As declarações fazem parte de sua manifestação durante a audiência de custódia.

O caso teve início após uma mulher de 24 anos ser localizada por policiais em uma situação de cárcere. Segundo as informações apuradas no atendimento da ocorrência, ela teria permanecido durante aproximadamente cinco dias em um imóvel, presa com diferentes tipos de contenção.

A vítima foi encontrada acorrentada, amarrada e amordaçada. No local, os policiais localizaram algemas, cordas e uma corrente de ferro utilizadas para impedir que ela deixasse o ambiente. Também foi relatado que a mulher estava com uma máscara cobrindo o rosto, situação que teria como objetivo impedir que seus gritos fossem percebidos por pessoas que estivessem nas proximidades.

Após ser retirada do local, a mulher relatou às autoridades que teria sido vítima de violência sexual em diferentes ocasiões durante o período em que permaneceu em poder do ex-companheiro. As acusações deverão ser investigadas dentro do procedimento instaurado para esclarecer todos os acontecimentos.

A mulher havia sido considerada desaparecida pela família alguns dias antes de ser localizada. De acordo com o relato relacionado à ocorrência, ela saiu de casa para comparecer a uma consulta e não retornou. O desaparecimento levou familiares e autoridades a iniciarem buscas para tentar descobrir seu paradeiro.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstruir parte do trajeto realizado pela vítima. Os registros mostraram a mulher deixando o estabelecimento onde havia realizado a consulta. Esse teria sido um dos últimos momentos em que ela foi vista antes de desaparecer.

As investigações apontam que, depois de deixar o local, a mulher teria sido abordada pelo ex-companheiro e levada para um imóvel onde permaneceu privada de liberdade. Segundo as informações relacionadas ao caso, ela teria sido mantida sob efeito de substâncias sedativas durante parte do período em que esteve no cativeiro.

A localização da vítima ocorreu depois que policiais abordaram Ailton em uma via pública. O homem também havia sido dado como desaparecido anteriormente, circunstância que chamou a atenção durante as diligências realizadas pelas equipes de segurança.

Durante a abordagem policial, o suspeito teria tentado fugir e oferecido resistência. Ele acabou detido e, a partir da análise de informações e endereços associados a ele, os policiais conseguiram identificar o imóvel onde a mulher estaria sendo mantida.

Após a entrada no local, a equipe policial encontrou a vítima e realizou o resgate. Ela recebeu atendimento e foi retirada da situação de cárcere. O suspeito foi conduzido pelas autoridades e passou pelos procedimentos legais relacionados à prisão.

A prisão foi inicialmente realizada em flagrante, diante das circunstâncias encontradas no imóvel. Posteriormente, durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu pela conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, mantendo Ailton detido enquanto o processo segue seus trâmites.

A investigação deverá reunir depoimentos, registros de câmeras, informações obtidas durante as diligências e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica dos acontecimentos. A situação envolvendo a arma mencionada pelo suspeito também poderá ser analisada pelas autoridades, especialmente em relação às circunstâncias em que o armamento estava armazenado e ao registro declarado por ele.

Até o momento, as declarações apresentadas por Ailton durante a audiência representam a versão apresentada pela defesa ou pelo próprio investigado. A apuração dos fatos continuará sob responsabilidade das autoridades competentes, que deverão avaliar os elementos reunidos no decorrer da investigação e do processo judicial.

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