Ministério da Saúde interrompe vacinação com a Butantan-DV contra dengue para investigar eventos adversos

Ministério da Saúde interrompe vacinação com a Butantan-DV contra dengue para investigar eventos adversos

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a estratégia de vacinação contra a dengue com o imunizante do Instituto Butantan. A decisão é preventiva e vale enquanto são investigados eventos adversos notificados após a aplicação. Segundo a pasta, a interrupção não significa que a vacina tenha causado esses eventos, mas a estratégia fica parada até a conclusão das análises. Os serviços de saúde devem reforçar o acompanhamento dos vacinados e ficar atentos a sintomas de dengue, principalmente sinais de alarme e gravidade.

A vacina

A Butantan-DV foi registrada pela Anvisa em dezembro de 2025, após avaliação de qualidade, segurança e eficácia. É tetravalente, protegendo contra os quatro sorotipos do vírus, e de dose única, característica vista como vantagem para a adesão e a cobertura no SUS. Mesmo após a aprovação, a vigilância continua monitorando possíveis reações.

O plano do Ministério para 2026 previa oferta exclusiva pelo SUS, começando pelos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde e avançando depois para adultos mais velhos, a partir dos 59 anos. Esse cronograma está interrompido até nova avaliação.

O que está sendo investigado

Os casos são tratados como Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI). Uma notificação desse tipo, sozinha, não prova relação com a vacina: o problema pode ter ocorrido depois da aplicação por outra causa. Cada caso é analisado considerando histórico de saúde, sintomas, evolução clínica e doenças associadas. Ministério da Saúde, Anvisa e equipes de vigilância vão decidir, ao final, se a estratégia será retomada, ajustada ou mantida suspensa.

Orientações

  • Quem tomou a vacina e apresentar sintomas de dengue deve procurar atendimento.
  • Sinais de alerta: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva e piora rápida.
  • Profissionais de saúde devem notificar os casos suspeitos para ajudar no monitoramento.

A suspensão não diminui a importância do combate ao Aedes aegypti. A população deve eliminar água parada, limpar calhas, tampar caixas-d’água e descartar corretamente recipientes que acumulam chuva, enquanto estados e municípios mantêm vigilância, controle do vetor e orientação aos moradores.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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