Natural não é sinônimo de inofensivo: os riscos de tomar chá em excesso

Os chás ganharam espaço na rotina de muita gente, seja pela busca de alternativas naturais, seja pela promessa de ajudar a emagrecer ou aliviar ansiedade e insônia. Embora muitos tragam benefícios, o consumo exagerado e sem orientação pode causar problemas sérios.
Principais riscos
- Sobrecarga do fígado: chás vendidos como “desintoxicantes”, como o verde e o de dente-de-leão, podem inflamar e danificar o fígado quando tomados em excesso, já que seus compostos bioativos em grande quantidade se tornam prejudiciais.
- Desidratação e perda de eletrólitos: chás diuréticos, como verde, preto e mate, em grandes volumes podem levar à perda excessiva de líquidos, sódio e potássio, causando fraqueza, tontura e até alterações cardíacas.
- Interação com medicamentos: algumas ervas aumentam ou reduzem o efeito de remédios. A cafeína de muitos chás pode atrapalhar o controle da pressão em quem usa anti-hipertensivos, e o hipericão (erva-de-são-joão) pode diminuir a eficácia de anticoncepcionais.
- Toxicidade de algumas plantas: nem toda erva é segura para uso diário. Arruda, cavalinha e boldo podem ser tóxicos em grandes quantidades; o boldo, conhecido por ajudar na digestão, pode prejudicar o fígado a longo prazo se consumido em excesso.
- Excesso de cafeína: chás verde, preto e mate em exagero podem causar insônia, irritabilidade, palpitações e aumento da pressão, além de dependência e ansiedade com o uso frequente.
Consumo com orientação
Mesmo sendo naturais, os chás têm contraindicações. Antes de transformá-los em hábito, principalmente com finalidade terapêutica, a recomendação é procurar um nutricionista ou fitoterapeuta, que pode indicar o tipo e a quantidade adequados.
Com moderação e acompanhamento profissional, os chás podem continuar sendo aliados da saúde, sem se transformar em fonte de problemas.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: alquibar/Wikimedia Commons (CC0)







