Paula Belmonte promete governo com maioria de mulheres, 40 UBSs e metrô até Águas Lindas

A candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) afirmou que, se eleita, terá maioria de mulheres no gabinete e nas secretarias. A promessa foi feita na quinta-feira (17/9), em sabatina da Rádio CBN em parceria com o jornal O Globo.
“Meu gabinete é majoritariamente feminino e nem foi intencional, mas eu quero trazer essa intencionalidade. Tenho mulheres que trabalham comigo que foram servidoras do DF, que entendem de saúde mais do que ninguém, e acredito que esses nomes podem estar em pastas importantes”, disse a deputada distrital, que trabalha com meta inicial de 50% de mulheres em cargos de liderança. “O que eu quero é um governo técnico e com transparência. Quero fazer um compromisso aqui de levar mulheres para os cargos de liderança.”
Saúde
Paula pretende contratar médicos e agentes de vigilância em saúde, construir 40 Unidades Básicas de Saúde até o fim do mandato e comprar dez robôs cirúrgicos. Ela afirmou ser impossível zerar a fila do SUS e prometeu dar mais transparência a ela. “Fila zero é só se as pessoas morrerem. O que existe são filas organizadas e transparentes. O que nós vamos fazer é reduzir as filas”, disse.
Transporte
A candidata acredita ser possível adotar a Tarifa Zero todos os dias, mas quer antes auditar as empresas de ônibus. “Hoje temos um subsídio de 2 bilhões e não temos a livre concorrência dessas empresas”, afirmou. Ela também quer rever a cobrança de estacionamento e os aluguéis da Rodoviária do Plano Piloto. Na expansão do metrô, pretende buscar recursos federais e um consórcio com Goiás: “Quero levar o metrô até Águas Lindas. Vou começar a estender o metrô até o final da Asa Norte, monotrilho até Planaltina e VLT até o Aeroporto”.
Educação
Na área, ela planeja reduzir o número de temporários chamando aprovados em concursos já existentes, sem novas seleções, e quer o DF em primeiro lugar no Ideb nos primeiros quatro anos. Sobre reajuste salarial aos professores, disse não poder prometer sem conhecer a situação financeira: “Como oferecer aumento com déficit de 4 a 6 bilhões?”.
BRB, STF e segundo turno
Paula criticou a falta de publicação do balanço do BRB e disse que, conhecendo o tamanho do prejuízo, terá “humildade para recorrer à União”. Afirmou não ser “nem bolsonarista nem lulista”, chamou o STF de “vergonha” e disse ser favorável à condenação dos envolvidos no 8 de janeiro, embora classifique o episódio como manifestação, e não tentativa de golpe. Questionada sobre apoiar Celina Leão (PP) em eventual segundo turno, respondeu: “Depois dessa sabatina eu tenho certeza que vou para o segundo turno, e a Celina que vai me dar apoio, se ela quiser”.
Fonte: Metrópoles | Foto: Breno Esaki/Metrópoles







