Pinhão na festa junina: energia, fibras e minerais em uma semente típica do inverno

Além do sabor e da lembrança das festas de inverno, o pinhão tem bons motivos nutricionais para aparecer no cardápio junino. Semente da araucária, árvore que simboliza o Sul do Brasil, ele é típico dos meses frios e reúne nutrientes interessantes para o organismo.
Fonte de energia e fibras
O pinhão é rico em carboidratos complexos, principalmente amido, que libera energia de forma gradual e ajuda a manter a disposição nos dias frios e durante as comemorações. Em uma dieta equilibrada, pode substituir outras fontes de carboidrato, como arroz e batata.
A semente também traz fibras alimentares, que favorecem o funcionamento do intestino, aumentam a sensação de saciedade e contribuem para o controle do colesterol e da glicose no sangue.
Minerais e vitaminas
- Fósforo e magnésio: importantes para ossos e músculos;
- Potássio: ajuda no equilíbrio da pressão arterial e na prevenção de cãibras;
- Vitamina E: antioxidante que combate radicais livres e beneficia a pele;
- Complexo B: com destaque para a tiamina (B1), ligada ao metabolismo energético e ao sistema nervoso.
A gordura do pinhão aparece em quantidade moderada e é formada sobretudo por ácidos graxos insaturados, considerados favoráveis ao coração. A semente ainda contém compostos antioxidantes naturais que ajudam a proteger o corpo contra processos inflamatórios.
Moderação no consumo
Cinco unidades cozidas somam cerca de 100 kcal, por isso o consumo deve ser moderado, especialmente para pessoas com diabetes ou em dieta para controle de peso. O preparo mais indicado é o cozimento em água, sem sal e sem gordura.
O pinhão pode ser saboreado puro, depois de cozido, ou entrar em farofas, sopas, saladas e até doces. Outro ponto lembrado pela fonte é a sustentabilidade: a coleta deve respeitar os ciclos da araucária, para que a tradição continue por muitas safras.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Douglas Scortegagna/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







