Pinhão vai além da festa junina e oferece energia, fibras e minerais

Presença garantida nas festas juninas, sobretudo no Sul do país, o pinhão é a semente da araucária (Araucaria angustifolia) e reúne uma composição nutricional que merece atenção. Além do sabor característico, o alimento pode contribuir para uma dieta equilibrada quando consumido na medida certa.
Energia, proteínas e gorduras boas
A maior parte do pinhão é formada por carboidratos complexos, que liberam energia aos poucos e ajudam a manter a disposição durante o dia. Cozido, ele fornece aproximadamente 200 calorias a cada 100 gramas, o que o torna interessante para atletas e pessoas com grande gasto físico.
A mesma porção traz cerca de 3 gramas de proteína. O teor é menor que o de carnes ou leguminosas, mas ainda contribui para a formação e a reparação dos tecidos. A semente também contém gorduras insaturadas, associadas à redução do colesterol LDL e ao aumento do HDL, o que favorece o coração.
Fibras, vitaminas e minerais
As fibras do pinhão auxiliam o funcionamento do intestino, ajudam a evitar a prisão de ventre e podem colaborar no controle da glicemia e do colesterol. Entre os micronutrientes, destacam-se:
- Vitaminas do complexo B (B1, B2 e B3), ligadas ao metabolismo energético e ao sistema nervoso;
- Vitamina C, que reforça a imunidade e tem ação antioxidante;
- Potássio e magnésio, importantes para a pressão arterial, os músculos, os nervos e os ossos;
- Fósforo e ferro, que participam da formação de ossos e dentes e da produção de hemoglobina, ajudando a prevenir a anemia.
Os antioxidantes presentes na semente combatem os radicais livres, envolvidos no envelhecimento das células e em doenças crônicas ligadas ao estresse oxidativo.
Versátil e com moderação
Na cozinha, o pinhão pode ser comido cozido, assado ou puro, e entra em sopas, saladas, risotos, farofas e até sobremesas, graças à textura macia e ao gosto levemente adocicado. Por ser calórico e rico em carboidratos, a recomendação é consumi-lo com moderação, principalmente por quem precisa controlar a ingestão desses nutrientes. Assim, é possível aproveitar essa tradição do Sul do Brasil cuidando também da saúde.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Adrian198cm/Wikimedia Commons (Public domain)







