Pitaya conquista feiras e mercados: nutrientes, benefícios estudados e receita de suco

Pitaya conquista feiras e mercados: nutrientes, benefícios estudados e receita de suco

A pitaya, também chamada de dragon fruit, saiu das lojas de produtos importados e chegou a supermercados, feiras e mercearias. A fruta nasce de cactos dos gêneros Hylocereus e Selenicereus, nativos das Américas e hoje muito cultivados na Ásia. As versões mais vendidas são a de casca rosa com polpa branca, a de casca rosa com polpa vermelha e a amarela com polpa branca.

No Brasil, ela está entre as frutas tropicais que mais crescem em área plantada, com destaque para São Paulo e regiões do Norte, Centro-Sul e Sul, onde a colheita pode durar de 6 a 10 meses por ano. O país produz alguns milhões de quilos por safra, e o forte consumo interno chega a limitar a exportação.

O que a fruta oferece

Cada 100 g de polpa tem cerca de 50 a 60 kcal, 11 a 13 g de carboidratos, 1,5 a 3 g de fibras e quase nenhuma gordura. Há ainda pequenas quantidades de vitamina C, vitaminas B1, B2 e B3 e minerais como ferro, cálcio, magnésio e potássio. As sementes, comidas junto com a polpa, concentram parte das fibras e das gorduras boas.

Revisões publicadas entre 2023 e 2025 destacam compostos bioativos como betalaínas (pigmentos também presentes na beterraba), flavonoides, carotenoides e fibras com ação prebiótica. Um artigo de 2024 aponta que fruta, sementes e flores vêm sendo estudadas para alimentos funcionais, com boa margem de segurança em testes toxicológicos.

O que a ciência sugere

A pitaya não é remédio nem substitui tratamento médico. Os resultados, em grande parte de estudos com animais, células e alguns ensaios clínicos iniciais, indicam efeitos promissores:

  • melhora de marcadores de glicose, lipídios e resistência à insulina;
  • possível redução do colesterol LDL e dos triglicerídeos;
  • aumento de bactérias benéficas do intestino, como bifidobactérias e lactobacilos;
  • ação antioxidante e anti-inflamatória.

Compra, conservação e cuidados

Escolha frutas firmes, com casca colorida e levemente brilhante, sem partes moles. Inteira, dura alguns dias fora da geladeira; depois de cortada, deve ser guardada refrigerada em pote fechado. Reações alérgicas são raras, o excesso pode causar desconforto intestinal e as variedades vermelhas podem deixar urina ou fezes rosadas temporariamente, sem risco. Quem tem doenças crônicas ou usa vários medicamentos deve conversar com médico ou nutricionista antes de mudanças importantes na dieta.

Suco de pitaya com limão (2 copos): bata no liquidificador a polpa de 1 pitaya madura, 300 ml de água gelada ou água de coco, o suco de 1 limão e, se quiser, 1 colher de sopa de mel, por 20 a 30 segundos. Sirva com gelo. Manter as sementes aumenta as fibras; hortelã, gengibre, abacaxi ou laranja podem variar o sabor.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Webysther Nunes/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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