Por que é tão difícil parar de comer salgadinho? Entenda o ‘bliss point’ dos ultraprocessados

Por que é tão difícil parar de comer salgadinho? Entenda o ‘bliss point’ dos ultraprocessados

Abrir um pacote de batata frita ou de biscoito recheado e comer só um pouquinho costuma ser um desafio. Parte da explicação está no chamado bliss point, expressão em inglês que pode ser traduzida como “ponto da felicidade”. A indústria de alimentos usa o termo para definir a mistura exata de açúcar, gordura e sal que provoca uma sensação intensa de prazer no cérebro.

Como o cérebro reage

Estudos de neurociência e nutrição indicam que essa combinação estimula as áreas cerebrais ligadas à recompensa, de forma parecida com o que acontece com substâncias como álcool e nicotina. O cérebro passa a associar aqueles produtos a uma satisfação imediata, e a vontade de repetir a porção aparece mesmo quando não há fome de verdade.

Nutricionistas apontam esse mecanismo como um dos fatores por trás do aumento de casos de compulsão alimentar, ansiedade e dificuldade de seguir uma dieta equilibrada. O consumo frequente de ultraprocessados ricos em açúcar, gordura e sódio também contribui para doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão.

Comida de verdade não segue essa fórmula

Alimentos naturais e minimamente processados não são desenhados para atingir o bliss point. Frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras geram saciedade real e ajudam a manter dopamina e serotonina em equilíbrio, trazendo bem-estar sem criar dependência.

Como retomar o controle

Segundo especialistas, conhecer esse conceito ajuda a fazer escolhas mais conscientes. Algumas estratégias:

  • ler os rótulos antes de comprar;
  • evitar produtos com longas listas de ingredientes artificiais;
  • dar preferência a refeições preparadas em casa.

Essas atitudes ajudam a quebrar o ciclo do prazer imediato e a recuperar o domínio sobre o próprio comportamento alimentar.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Armando Olivo Martín del Campo/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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