Própolis: o que dizem os estudos sobre a resina das abelhas e o sistema imunológico

Produzido pelas abelhas a partir de brotos de árvores e outras fontes vegetais, o própolis é uma substância resinosa estudada há décadas por seus possíveis efeitos na saúde. Um dos principais focos das pesquisas é a relação com o sistema imunológico.
Composição
O própolis reúne compostos bioativos como flavonoides, ácidos fenólicos e terpenoides, além de vitaminas (A, B1, B2, B6, C e E) e minerais como magnésio, cálcio e zinco. É essa combinação que explica boa parte de suas propriedades.
Como pode ajudar a imunidade
- Ação antioxidante: flavonoides e ácidos fenólicos combatem radicais livres, moléculas que danificam as células e podem enfraquecer as defesas do corpo.
- Ação antimicrobiana e antiviral: estudos mostram que o própolis pode inibir bactérias como Staphylococcus aureus e Escherichia coli e atuar contra vírus como o herpes simplex.
- Estímulo a anticorpos: pesquisas indicam que o consumo pode favorecer a produção de anticorpos, melhorando a resposta a invasores.
- Efeito anti-inflamatório: a inflamação crônica fragiliza o sistema imune, e compostos do própolis ajudam a reduzi-la.
- Modulação imunológica: a substância pode contribuir para o equilíbrio da atividade imune, aspecto relevante para pessoas com doenças autoimunes.
Formas de uso e cuidados
O produto é encontrado como extrato líquido, cápsulas, comprimidos e sprays. A dose e a forma de consumo devem ser definidas por um profissional de saúde, considerando as necessidades de cada pessoa e a possibilidade de alergia.
O própolis não substitui hábitos saudáveis: ele deve fazer parte de uma rotina que inclua alimentação equilibrada, exercícios regulares e outros cuidados com o bem-estar. Antes de começar a usar, é fundamental consultar um profissional, sobretudo quem tem doenças preexistentes ou histórico de alergias.
Entre as referências sobre o tema estão trabalhos de M. C. Marcucci (Apidologie, 1995), J. M. Sforcin e V. Bankova (Journal of Ethnopharmacology, 2011) e B. Bueno-Silva e colaboradores (Journal of Dental Research, 2017).
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Abalg/Wikimedia Commons (Domínio público)







