Refrigerante zero ajuda ou atrapalha? Estudos apontam efeitos sobre insulina e apetite

As bebidas zero açúcar ganharam espaço entre quem quer emagrecer sem abrir mão do sabor doce. Estudos recentes, porém, sugerem que elas podem trazer efeitos indesejados para a saúde hormonal, o controle da insulina e a própria perda de peso.
Insulina e microbiota
Adoçantes artificiais como aspartame, sucralose e acessulfame-K não têm calorias, mas pesquisas indicam que podem alterar a microbiota intestinal e reduzir a sensibilidade à insulina. Alguns deles estimulam receptores no intestino que influenciam a liberação desse hormônio mesmo sem glicose no sangue. Com o tempo, isso pode desregular a glicemia e favorecer a resistência à insulina, fator ligado ao diabetes tipo 2 e à dificuldade de queimar gordura.
Hormônios da fome
O gosto doce, mesmo sem calorias, pode enganar o cérebro e estimular a liberação de insulina e de grelina, o hormônio da fome, aumentando a vontade de comer ao longo do dia. Há ainda indícios de que alguns adoçantes atuem como disruptores endócrinos, interferindo em hormônios como o cortisol e os da tireoide, que regulam o metabolismo.
Efeito contrário na dieta
O consumo frequente pode alterar a percepção de saciedade e aumentar o desejo por ultraprocessados e carboidratos refinados, o que leva a mais calorias e dificulta o déficit necessário para emagrecer. As mudanças na microbiota também podem prejudicar a digestão e a absorção de nutrientes.
Como reduzir
- priorizar água e chás naturais;
- usar com moderação adoçantes naturais, como estévia e eritritol;
- diminuir aos poucos o paladar doce;
- experimentar bebidas fermentadas naturais, como kombucha e kefir de água.
O ideal é um consumo mais consciente, com bebidas naturais e alimentação equilibrada. Para orientações personalizadas, a recomendação é procurar um nutricionista.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Estabiano/Wikimedia Commons (CC0)







