Reishi, shiitake e cordyceps: cogumelos funcionais conquistam consumidores brasileiros

Reishi, shiitake e cordyceps: cogumelos funcionais conquistam consumidores brasileiros

Usados há séculos em países asiáticos por suas propriedades medicinais, os cogumelos funcionais vêm ganhando espaço na alimentação e nas rotinas de cuidado dos brasileiros. O interesse se deve aos possíveis efeitos imunomoduladores, antioxidantes e anti-inflamatórios desses fungos.

Diferentemente de variedades comuns na cozinha, como champignon e shimeji, os cogumelos funcionais são espécies com compostos bioativos benéficos e costumam ser classificados como nutracêuticos, produtos que ficam entre o alimento e o uso terapêutico. Eles são vendidos in natura, em cápsulas, em pó para bebidas e até em chocolates, cafés e suplementos.

Espécies mais usadas no país

  • Reishi (Ganoderma lucidum): apelidado de cogumelo da imortalidade na medicina chinesa, é valorizado por efeitos calmantes, imunomoduladores e anti-inflamatórios.
  • Shiitake (Lentinula edodes): além do uso culinário, contém lentinana, composto que fortalece a imunidade e é estudado em tratamentos complementares contra o câncer.
  • Maitake (Grifola frondosa): rico em beta-glucanas, ajuda no controle da glicemia e pode auxiliar no controle do colesterol.
  • Juba-de-leão (Hericium erinaceus): associado a possíveis efeitos neuroprotetores; estudos indicam estímulo ao crescimento de células nervosas e benefícios à memória e à concentração.
  • Cordyceps (Cordyceps sinensis): procurado por atletas para mais energia, resistência física e melhor função pulmonar.

Entre os benefícios associados a esses fungos estão reforço da imunidade, ação antioxidante, melhora da cognição, redução da inflamação crônica, apoio à saúde do coração, controle de colesterol e glicemia e potencial uso como coadjuvante em tratamentos oncológicos. Os efeitos são atribuídos a substâncias como beta-glucanas, triterpenos, ergotioneína e polissacarídeos.

Cuidados antes de consumir

O uso não deve ser indiscriminado. Gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças autoimunes ou que tomam imunossupressores devem evitar esses produtos sem orientação médica. O excesso e a automedicação podem provocar desconforto gastrointestinal, alergias e interações com remédios. A recomendação é escolher produtos de procedência confiável e conversar com um médico ou nutricionista antes de iniciar o uso regular.

Com a procura crescente por produtos naturais, feiras, lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação ampliaram a oferta, a produção nacional cresceu e universidades brasileiras têm aprofundado as pesquisas sobre esses fungos.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Stu’s Images/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Compartilhe
Clique abaixo para ouvir nossa web rádio