Retorno aos treinos depois de lesão exige paciência e acompanhamento, orientam especialistas

Retorno aos treinos depois de lesão exige paciência e acompanhamento, orientam especialistas

Para quem se exercita com frequência, uma lesão costuma ser frustrante: além da dor e das limitações, a recuperação pode ser demorada e afastar a pessoa da rotina esportiva por semanas ou meses. Ortopedistas e médicos do esporte alertam que voltar a treinar exige paciência, acompanhamento profissional e cuidados específicos para cada tipo de lesão, para evitar problemas mais sérios.

Lesões mais frequentes e sinais de alerta

Entre atletas amadores e profissionais, as ocorrências mais comuns são lesões musculares, entorses, contusões e distensões. Em modalidades com corrida, saltos e mudanças bruscas de direção, como futebol, vôlei e basquete, o joelho é o mais atingido, com entorses de ligamentos, lesões de menisco e tendinites. Esportes de contato ou de alto impacto elevam o risco de fraturas e de lesões em ombros e tornozelos.

Dor que não passa, inchaço, hematomas, dificuldade de movimento, sensação de instabilidade e estalos nas articulações pedem atenção. Se esses sinais aparecerem ou piorarem durante o exercício, a orientação é parar na hora e procurar avaliação médica — ignorá-los pode transformar um problema simples em uma recuperação longa.

Tempo de recuperação

O tratamento depende do tipo e da gravidade da lesão e costuma envolver controle da dor e da inflamação, terapias regenerativas, fisioterapia e fortalecimento muscular. Casos graves podem exigir cirurgia seguida de reabilitação intensiva. Como referência:

  • lesões musculares leves: algumas semanas;
  • rupturas musculares ou ligamentares graves: meses;
  • fraturas e rupturas completas de ligamentos: até 6 a 8 meses, podendo incluir cirurgia.

Idade, condição clínica e adesão ao tratamento também influenciam esse prazo.

Cuidados na volta

Os especialistas listam cinco cuidados: respeitar o tempo indicado pelo médico, adaptando o treino a cada caso; retomar aos poucos, sem sobrecarga precoce, mantendo fortalecimento, mobilidade e equilíbrio; contar com médicos, fisioterapeutas e educadores físicos para ajustar carga, técnica e intensidade; dormir bem e ter alimentação equilibrada; e apostar em atividades de baixo impacto, como pilates, hidroginástica, bicicleta ergométrica e caminhada, na transição para treinos mais intensos.

Para evitar que a lesão volte, a recomendação é investir em fortalecimento, flexibilidade e equilíbrio, usar a técnica correta, aumentar a intensidade de forma progressiva, respeitar as pausas e fazer avaliações médicas periódicas.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Ceeren/Wikimedia Commons (CC0)

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