Secretaria de Saúde do DF cria programa de alimentação saudável e veta ultraprocessados em suas unidades

Secretaria de Saúde do DF cria programa de alimentação saudável e veta ultraprocessados em suas unidades

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) instituiu o Programa de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável no Ambiente de Trabalho, voltado à qualidade de vida dos servidores. A medida foi criada pela Portaria 400/2023, que passa a valer 60 dias após a publicação.

O que muda nos eventos

Coffee breaks, coquetéis, almoços e lanches de eventos organizados pela secretaria deverão oferecer alimentos in natura ou minimamente processados. A preferência será por frutas, castanhas, nozes e sementes; leite e iogurte natural; sanduíches naturais sem molhos ultraprocessados; pães sem recheio; bolos feitos com frutas, tubérculos, cereais ou legumes e pouco açúcar e gordura; além de tapioca, cuscuz e omeletes.

Também ficam proibidas, nas dependências da SES-DF e das entidades vinculadas, a venda de balas, pirulitos, chicletes, biscoitos recheados, doces industrializados e refrigerantes. As doações recebidas e oferecidas pelo órgão seguirão o mesmo critério.

Educação, não só regra

Coordenador do Comitê Central de Promoção à Saúde da SES-DF, Douglas dos Santos Moreira explica que a portaria não limita o que cada servidor come em suas refeições ou em comemorações particulares. A proposta, segundo ele, é incluir um componente educativo para estimular escolhas mais saudáveis. Moreira destaca que, como instituição de saúde, a secretaria deve dar o exemplo em seus espaços. A iniciativa se inspirou em portaria semelhante do Ministério da Saúde.

Estratégias previstas

  • acompanhamento da saúde dos trabalhadores, com foco em alimentação e nutrição, e ações de prevenção e controle do sobrepeso e da obesidade;
  • veto à venda, promoção, doação e publicidade de ultraprocessados ricos em açúcar, gordura e sódio nas unidades e em eventos externos coordenados pela pasta;
  • ações integradas de educação alimentar e nutricional;
  • incentivo a refeitórios com mesas, cadeiras e equipamentos para guardar e complementar o preparo de refeições trazidas de casa, conforme disponibilidade física e orçamentária;
  • estímulo a salas de apoio à amamentação e a feiras, exposições e seminários sobre alimentação saudável.

Segundo o texto, as ações terão caráter permanente e buscam reduzir as doenças crônicas não transmissíveis e seus fatores de risco, como sobrepeso, obesidade e alimentação inadequada.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Klynne Pearl Serrano/U.S. Air Force/Wikimedia Commons (Domínio público)

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