Síndrome de Fournier: sinais, fatores de risco e por que o atendimento não pode esperar

A síndrome de Fournier é uma infecção rara, agressiva e que pode matar. Ela atinge a região genital e perineal, podendo chegar ao abdômen inferior, e acomete principalmente homens. Conhecida popularmente como infecção por “bactéria comedora de carne”, avança depressa e pode causar necrose, ou seja, a morte dos tecidos da região.
O maior perigo está no atraso do diagnóstico e do tratamento. Em casos avançados, podem ser necessárias cirurgias para retirar o tecido morto e até amputações parciais. Por isso, quanto mais cedo o paciente for atendido, maiores as chances de recuperação sem sequelas graves.
O que é e como começa
A doença é um tipo de fasciíte necrosante: bactérias atacam o tecido abaixo da pele e a fáscia, camada que envolve músculos, vasos e órgãos. Normalmente vários micro-organismos agem juntos. A infecção costuma começar por uma pequena lesão de pele, um furúnculo, uma ferida cirúrgica ou uma infecção urinária ou retal mal tratada.
Sintomas
- inchaço e vermelhidão na região genital ou perineal;
- dor muito forte, maior do que a aparência da pele sugere;
- mau cheiro no local;
- bolhas ou áreas escurecidas;
- febre alta, calafrios, mal-estar intenso e sinais de infecção generalizada.
Sem tratamento imediato, o quadro pode evoluir para choque séptico, falência de órgãos e morte.
Quem tem mais risco
Homens entre 50 e 70 anos são os mais afetados. O diabetes é o principal fator associado, seguido de obesidade, alcoolismo crônico, imunidade baixa (como em pacientes com câncer ou HIV), higiene íntima precária, doenças vasculares periféricas e cirurgias ou traumas recentes na região.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por exames de imagem, como a tomografia. O tratamento inclui antibióticos na veia, cirurgia de emergência para retirar o tecido necrosado, internação em UTI quando há complicações e, em alguns centros especializados, oxigenoterapia hiperbárica. A mortalidade fica entre 20% e 40%, conforme a rapidez do atendimento e o estado geral do paciente.
Higiene íntima adequada, controle de doenças crônicas como o diabetes e atenção a qualquer alteração na região ajudam a evitar casos graves. Diante de dor intensa, inchaço ou vermelhidão na área genital, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, sem deixar a vergonha atrasar a consulta.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Hehkuviini/Wikimedia Commons (Domínio público)







