Subclado K da gripe H3N2 circula no DF e reforça importância da vacina

A circulação do vírus influenza A (H3N2) subclado K, conhecido como influenza K, foi confirmada no Distrito Federal, o que reacendeu o alerta sobre a prevenção de doenças respiratórias. Mesmo com a identificação da variante e a confirmação da morte de uma adolescente de 17 anos, a Secretaria de Saúde do DF afirma que, até agora, o padrão dos casos de gripe na capital não se alterou.
Até 15 de abril, o Lacen-DF, que faz o sequenciamento genético das amostras, havia encontrado o subtipo H3N2, clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K, em 13 amostras de influenza A. Como os sintomas se parecem com os de outros vírus respiratórios, a principal recomendação é manter a vacinação em dia.
Quem deve se vacinar
A campanha prioriza crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, pessoas com comorbidades ou deficiência, indígenas, quilombolas e população privada de liberdade, além de categorias como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas. A vacina deste ano protege contra três variantes do influenza. No DF, a campanha começou em 25 de março, já vacinou mais de 100 mil pessoas e tem meta de cerca de 1,1 milhão.
Outras proteções disponíveis
- VSR: gestantes a partir da 28ª semana devem tomar a vacina contra o vírus sincicial respiratório, principal causa de bronquiolite em recém-nascidos.
- Nirsevimabe: indicado para bebês de até seis meses nascidos prematuros (menos de 37 semanas) e para crianças menores de 24 meses com comorbidades.
- Palivizumabe: bebês que receberam o anticorpo em 2025 e ainda não completaram um ano devem tomar novas doses.
- Covid-19: vacinação segue indicada para idosos a partir de 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos, entre outros grupos.
Cenário da SRAG no DF
De janeiro a 14 de abril de 2026, o DF somou 1.627 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave: 537 por rinovírus, 303 por metapneumovírus, 199 por VSR, 67 por influenza, 33 por Covid-19 e 71 por outros vírus; 434 sem vírus especificado e dois com outro agente. Houve ao menos 175 codetecções. Foram seis mortes, uma delas confirmada por influenza. O frio, o tempo seco e a permanência em locais fechados explicam o aumento de casos entre março e julho.
Onde buscar atendimento
Casos leves devem procurar uma das 183 UBSs do DF; 66 abrem aos sábados, das 7h às 12h, e nove atendem de segunda a sexta até as 22h. Em quadros graves, a orientação é ir a uma das 13 UPAs ou aos hospitais da rede pública, onde a classificação por cores define a prioridade de atendimento.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Oleg Morgan/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







