Teste da Orelhinha: DF tem a maior cobertura de triagem auditiva em recém-nascidos do Brasil

O Distrito Federal ocupa o primeiro lugar no país em cobertura da Triagem Auditiva Neonatal, conforme dados do Ministério da Saúde. O índice alcançado foi de 95%, bem acima de Santa Catarina (75%), Mato Grosso do Sul (66%), Rio Grande do Sul (63%) e Minas Gerais (61%). Conhecido como Teste da Orelhinha, o exame faz parte dos cuidados com o bebê ainda na maternidade e integra o conjunto de avaliações conduzidas por uma equipe multiprofissional nos primeiros dias de vida.
O papel da fonoaudiologia
Boa parte do sucesso dessa política pública se deve ao trabalho dos fonoaudiólogos, profissão que completa 44 anos de regulamentação nesta semana. Além de ajudar a detectar cedo alterações na audição, esses profissionais avaliam o frênulo da língua, no chamado Teste da Linguinha, e dão suporte ao aleitamento materno, auxiliando o bebê a coordenar sucção, deglutição e respiração.
Esse trabalho integrado favorece o desenvolvimento saudável e a inserção social da criança, pois reduz riscos que poderiam afetar a comunicação e o vínculo nos primeiros meses. Cada especialidade envolvida tem responsabilidades próprias, com o objetivo comum de adotar condutas qualificadas que promovam saúde e evitem prejuízos ao longo do crescimento.
No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), a fonoaudiologia atua na maternidade, na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais e no centro obstétrico, acompanhando de perto os primeiros momentos de vida e as necessidades de cada recém-nascido. A rotina mostra como comunicação e desenvolvimento são centrais no cuidado, sobretudo quando uma intervenção precoce pode mudar a trajetória de saúde da criança.
Estrutura e resultados na rede pública
- 217 fonoaudiólogos na Secretaria de Saúde do DF;
- presença do profissional nas 16 unidades hospitalares da rede;
- quase 18,5 mil exames de Triagem Auditiva Neonatal realizados em 2025, até o momento.
O bom desempenho é atribuído a um esforço de gestão que envolve capacitação das equipes, engajamento dos profissionais, organização das escalas de trabalho e aprimoramento do registro e do monitoramento dos dados.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: U.S. Air Force photo by Airman 1st Class Travis Beihl/Wikimedia Commons (Public domain)







