Tirzepatida, do Mounjaro, é liberada pela Anvisa para diabetes tipo 2 em jovens a partir de 10 anos

Tirzepatida, do Mounjaro, é liberada pela Anvisa para diabetes tipo 2 em jovens a partir de 10 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, para tratar diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes a partir de 10 anos. Até então, a indicação no Brasil se restringia a adultos com a doença.

A mudança foi oficializada pela Resolução-RE nº 1.592, de 17 de abril de 2026, publicada no Diário Oficial da União. Segundo a Anvisa, a ampliação vale apenas para o diabetes tipo 2; as demais indicações do medicamento permanecem as mesmas.

O que a decisão significa

O público pediátrico com diabetes tipo 2 ganha mais uma alternativa de tratamento, mas o uso não é livre: a tirzepatida exige receita médica e acompanhamento regular. O remédio ajuda a controlar a glicose ao imitar a ação de hormônios envolvidos na resposta do organismo após as refeições.

Embora o Mounjaro tenha ficado famoso pela perda de peso, a nova autorização não inclui emagrecimento infantil.

Diabetes tipo 2 cada vez mais cedo

A doença surge quando o corpo não usa bem a insulina ou não a produz em quantidade suficiente, e a glicose se acumula no sangue. Mais comum em adultos, ela vem sendo diagnosticada em pessoas cada vez mais jovens. Excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada e histórico familiar estão entre os fatores de risco. Sem controle, o diabetes pode afetar coração, rins, olhos, nervos e vasos, e, quando aparece cedo, acompanha o paciente por muitos anos.

Rotina saudável continua essencial

O medicamento não substitui plano alimentar, atividade física, acompanhamento multiprofissional e monitoramento frequente da glicemia. Cabe ao médico avaliar idade, peso, histórico, controle glicêmico e riscos, podendo ajustar doses ou combinar tratamentos.

Acesso pelo SUS

A aprovação em bula não garante distribuição automática no Sistema Único de Saúde. Para isso, o remédio precisa passar por avaliação de incorporação, que considera eficácia, segurança, custo e impacto financeiro.

Pais e responsáveis não devem usar o medicamento sem orientação especializada, já que ele pode causar efeitos adversos. Somente o médico pode dizer se a tirzepatida é adequada para cada caso.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Roy Zuo/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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