Vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue terá produção em larga escala

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciaram na terça-feira (25), em Brasília, a fabricação em larga escala da primeira vacina contra a dengue totalmente desenvolvida no Brasil, aplicada em dose única.
A previsão é disponibilizar 60 milhões de doses por ano a partir de 2026, volume que pode crescer de acordo com a demanda e a capacidade de produção.
Registro na Anvisa
O Instituto Butantan pediu o registro do imunizante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2024. A agência solicitou recentemente informações e dados complementares, mas já concluiu, de forma antecipada, a avaliação de qualidade, segurança e eficácia da vacina.
Como será a produção
A fabricação será viabilizada pelo Programa de Desenvolvimento e Inovação Local do Ministério da Saúde, com participação do Instituto Butantan e da empresa WuXi Biologics. O projeto, já aprovado, está na etapa final de desenvolvimento tecnológico e é coordenado pela pasta por meio do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
- Investimento total: R$ 1,26 bilhão, segundo a ministra;
- Pesquisa clínica financiada com apoio do BNDES;
- R$ 68 milhões previstos para estudos que buscam ampliar a faixa etária da vacinação, incluindo idosos, e avaliar a aplicação conjunta com a vacina contra a chikungunya, também do Butantan.
Prevenção segue essencial
O governo destacou que a vacina é peça-chave no enfrentamento da dengue, mas que, até a vacinação em massa, é preciso manter as ações de prevenção, a vigilância epidemiológica e a preparação da rede de saúde para evitar mortes.
Segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses, o país somava em 2025 até aquele momento 401.408 casos prováveis de dengue, com 160 óbitos confirmados e 387 em investigação. A taxa de incidência era de 188,8 casos por 100 mil habitantes.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Mike Peel/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







