Vacina contra HPV para jovens de 15 a 19 anos segue disponível até o fim de 2026

O Ministério da Saúde estendeu até 31 de dezembro de 2026 a estratégia de vacinação contra o HPV para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não tomaram o imunizante. A ação, que terminaria em 30 de junho, seguirá por mais seis meses em todo o país para alcançar quem não se vacinou na idade recomendada, entre 9 e 14 anos.
Até agora, o SUS aplicou mais de 287 mil doses nesse público — cerca de 124 mil em meninas e moças e 163 mil em meninos e rapazes.
Quem pode se vacinar
A prorrogação vale para jovens de 15 a 19 anos sem registro de vacina contra o HPV. Para esse grupo, o esquema é de dose única, e quem já recebeu uma dose não precisa completar nem recomeçar. A vacinação de rotina continua para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, conforme o Calendário Nacional. O SUS também oferece o imunizante a grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, pacientes oncológicos, transplantados, usuários de PrEP e pessoas com papilomatose respiratória recorrente, com número de doses que pode variar.
Baixa adesão no DF
No Distrito Federal, apenas 11,3% dos jovens de 15 a 19 anos haviam se vacinado até o início de junho. Desde março de 2025, foram aplicadas cerca de 5,1 mil doses nessa faixa, de um público estimado em 45,2 mil pessoas. A Secretaria de Saúde tem promovido ações em escolas e locais movimentados para chegar a quem não costuma ir às unidades. A vacina está nas salas de vacinação das UBSs, com horários que variam por unidade. É recomendado levar documento de identificação e caderneta, mas a falta do cartão não impede a aplicação. A situação vacinal pode ser consultada no aplicativo Meu SUS Digital.
Por que se proteger
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível muito frequente. Em geral o organismo elimina o vírus, mas alguns tipos persistem e causam lesões. A infecção está ligada principalmente ao câncer do colo do útero e também a tumores de ânus, pênis, vulva, vagina, boca e garganta. A vacina do SUS protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18: os dois últimos respondem por grande parte dos casos de câncer do colo do útero, e os dois primeiros estão associados às verrugas genitais. O Ministério da Saúde estima cerca de 19,3 mil novos casos desse câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028.
A resposta imune é mais forte quando a vacina é aplicada antes do início da vida sexual, mas o resgate permite proteger quem ficou para trás. O preservativo reduz o risco de transmissão, sem eliminá-lo, porque o vírus pode estar em áreas não cobertas — por isso a vacinação segue como principal forma de prevenção.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Epolk/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







