Vacina Pneumo 20 entra no calendário infantil do SUS: veja como fica o esquema de doses

A vacina pneumocócica conjugada 20-valente, chamada de Pneumo 20 ou VPC20, foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação Infantil. Com a chegada ao SUS, as crianças passam a ter proteção mais ampla contra doenças graves causadas pelo pneumococo, como pneumonia, meningite, otite e outras infecções invasivas que podem levar a internações, sequelas e mortes.
O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, o dobro da Pneumo 10, usada até então na rotina infantil. Entre os tipos acrescentados estão o 3, o 6A e o 19A, associados a casos de doença pneumocócica invasiva.
Doenças prevenidas
- pneumonia;
- meningite, uma das formas mais graves, que pode causar danos neurológicos e perda auditiva;
- infecção generalizada;
- otite média, que pode provocar dor intensa e perda de audição temporária ou permanente;
- bacteremia, quando a bactéria chega à corrente sanguínea.
Como fica o esquema de vacinação
As idades continuam as mesmas: duas doses no primeiro ano de vida e um reforço. Na fase de transição, o esquema pode ser: primeira dose de Pneumo 20 aos 2 meses, segunda dose de Pneumo 10 aos 4 meses e reforço com Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. Quando os estoques de Pneumo 10 acabarem, todo o esquema passará a usar só a Pneumo 20. A Pneumo 13 e a vacina polissacarídica 23-valente, aplicadas em grupos específicos, também serão substituídas aos poucos, conforme o fim dos estoques.
A Pneumo 20 é conjugada e não contém bactéria viva, portanto não causa a doença. Podem ocorrer reações leves e passageiras, como dor, vermelhidão ou inchaço no local, irritabilidade, sonolência ou febre; reações graves são raras. A equipe deve ser avisada se a criança já teve alergia grave a uma dose anterior ou tem condição clínica que exija avaliação. Resfriados leves normalmente não impedem a aplicação, mas febre ou doença moderada a grave podem justificar o adiamento.
Onde vacinar no DF
A vacina está disponível na rede pública do Distrito Federal, de acordo com idade, calendário e histórico de cada criança, que deve ir acompanhada de um responsável levando documento de identificação, caderneta de vacinação e, se tiver, o Cartão Nacional de Saúde. Os horários variam entre as Unidades Básicas de Saúde e podem ser consultados nos canais da Secretaria de Saúde do DF.
Antes restrita à rede privada, onde podia custar mais de R$ 500 por dose, a vacina agora é gratuita. A orientação é não pedir uma dose específica por conta própria: a equipe avalia o que já foi aplicado e indica o esquema correto. Quem perdeu a caderneta pode consultar parte do histórico no aplicativo Meu SUS Digital, mas a checagem presencial na unidade continua importante.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: David Mark/Wikimedia Commons (CC0)







