Além dos músculos: pesquisas investigam o efeito da creatina no cérebro

A creatina se tornou um dos suplementos mais consumidos nos últimos anos, sobretudo entre praticantes de atividade física e atletas de alto rendimento. A ciência já reconhece seus efeitos sobre a função muscular, o desempenho esportivo e o ganho e a manutenção de massa magra. Agora, novas pesquisas começam a olhar para outro órgão: o cérebro.
O que dizem os estudos
Trabalhos publicados na revista científica Nutrients reuniram dados sobre a suplementação de creatina e a saúde cerebral. Entre os destaques estão possíveis ganhos na resposta cognitiva e efeitos em doenças ligadas ao sistema nervoso central, como depressão e doença de Parkinson, entre outras.
Os cientistas querem entender com mais precisão por quais caminhos a substância atua no cérebro. Sabe-se que a creatina consegue atravessar a barreira hematoencefálica por meio de células endoteliais que possuem um receptor específico. Ainda assim, a absorção pelo cérebro é mais limitada do que em outros tecidos, o que os pesquisadores atribuem à baixa permeabilidade dessa barreira.
Possíveis mecanismos
As hipóteses apontam que a creatina poderia:
- aumentar a energia disponível ao favorecer a ressíntese de ATP;
- reduzir o estresse oxidativo e os danos às mitocôndrias;
- reforçar um efeito neuroprotetor.
Perguntas ainda sem resposta
Apesar do interesse, esse tipo de pesquisa enfrenta desafios importantes. Ainda é preciso definir qual dose seria adequada, por quanto tempo o suplemento deveria ser usado e qual o melhor horário de consumo. Essas respostas são essenciais para entender se e como a creatina pode ser aplicada de forma eficaz na saúde do cérebro.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Shixart1985/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







