Alta do sarampo nas Américas: veja quem deve revisar a caderneta e tomar a tríplice viral

O sarampo voltou a preocupar as autoridades de saúde em 2026. O Brasil contabiliza 24 casos no ano, todos ligados à importação do vírus: três já foram encerrados sem risco de disseminação e 21 seguem em acompanhamento em São Paulo. Mesmo assim, o país mantém o status de livre da circulação endêmica da doença, certificação recuperada em novembro de 2024. Nas Américas, o quadro é mais grave: até meados de junho eram 22.324 casos confirmados em 17 países e territórios e 38 mortes, com destaque para México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá. Até 18 de julho, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, o total já chegava a 47.459 casos em 16 países.
Por que a doença preocupa
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, transmitida principalmente pelo ar, por secreções eliminadas ao falar, tossir, espirrar ou respirar. A pessoa pode transmitir o vírus antes mesmo de surgirem as manchas na pele. Embora muitos se recuperem, a doença pode causar pneumonia, infecções de ouvido, encefalite e outras complicações, sobretudo em crianças pequenas e pessoas com imunidade comprometida. Os sinais mais comuns são febre, tosse, coriza, olhos vermelhos, mal-estar e manchas vermelhas que começam no rosto e se espalham pelo corpo. Quem tiver sintomas, principalmente após viagem ou contato com caso confirmado, deve buscar atendimento e avisar sobre a suspeita antes de ficar em ambientes com outras pessoas.
Quantas doses cada grupo precisa
A tríplice viral, gratuita no SUS, protege contra sarampo, caxumba e rubéola:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses, com a tetraviral, que inclui proteção contra varicela.
- De 5 a 29 anos: quem não foi vacinado na infância ou não tem comprovação deve receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Com registro de duas doses, a pessoa é considerada vacinada.
- De 30 a 59 anos: sem comprovação de vacinação anterior, uma dose. Quem perdeu a caderneta ou não lembra deve procurar uma UBS.
- Profissionais de saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade.
- Bebês de 6 a 11 meses: em surtos ou maior risco, pode ser aplicada a “dose zero”, que não substitui as doses dos 12 e 15 meses. O Ministério da Saúde adotou a estratégia em áreas específicas de São Paulo.
Por ser feita com vírus vivos atenuados, a vacina não deve ser aplicada em gestantes, bebês menores de 6 meses, pessoas com imunossupressão grave ou com histórico de alergia grave a seus componentes. Mulheres em idade fértil devem evitar engravidar por pelo menos um mês após a dose. Em situações especiais, a equipe da UBS orienta caso a caso. Quem vai viajar para o exterior também deve conferir a situação vacinal com antecedência.
Onde se vacinar no DF
A tríplice viral está disponível nas unidades com vacinação de rotina, e a Secretaria de Saúde do DF mantém a lista atualizada de UBSs, endereços e horários. Leve documento de identificação e caderneta; quem perdeu o cartão também pode ir, pois a equipe avalia o histórico e indica as doses necessárias. A Campanha de Multivacinação 2026, que vai até 1º de setembro, é uma boa oportunidade para revisar todas as vacinas e proteger inclusive quem não pode ser imunizado.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Pete Lewis / UK Department for International Development (DFID)/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)







