Aplicativos com inteligência artificial podem agravar transtornos alimentares em jovens, alertam especialistas

Aplicativos com inteligência artificial podem agravar transtornos alimentares em jovens, alertam especialistas

A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente no dia a dia, inclusive em aplicativos de alimentação e atividade física. Esse avanço, porém, desperta preocupação quando envolve grupos vulneráveis, como jovens com transtornos alimentares.

Ferramentas que podem virar armadilha

Jovens que enfrentam anorexia nervosa, bulimia nervosa ou compulsão alimentar muitas vezes usam aplicativos de IA para controlar o que comem, o peso e os exercícios. Embora esses recursos possam ser úteis para parte do público, eles representam risco considerável para quem está em recuperação ou tem propensão a desenvolver esses transtornos.

Entre os problemas apontados estão:

  • reforço de padrões de beleza irreais;
  • sugestão de dietas extremas;
  • contagem obsessiva de calorias;
  • incentivo a exercícios em excesso.

Esses fatores podem manter ou piorar os transtornos alimentares. Além disso, o anonimato desses ambientes digitais pode favorecer comunidades que estimulam os transtornos, onde usuários trocam dicas nocivas e competem por metas de peso perigosas.

O alerta dos profissionais

Especialistas em saúde mental avisam que o uso sem critério desses aplicativos pode intensificar os sintomas e dificultar a recuperação. Em vez de promover saúde, as ferramentas acabam reforçando comportamentos disfuncionais e abalando a autoestima dos jovens.

Papel de famílias, escolas e empresas

Pais, educadores e profissionais de saúde devem acompanhar o uso desses aplicativos pelos jovens e oferecer orientação e apoio. As empresas que desenvolvem essas plataformas também têm responsabilidade para evitar que seus produtos contribuam para os transtornos.

A mensagem central é valorizar a saúde mental e o bem-estar acima de padrões estéticos inalcançáveis, com um olhar crítico sobre o papel da IA na vida dos jovens e o uso responsável e seguro da tecnologia.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Santeri Viinamäki/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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