Refrigerante zero pode atrapalhar o trabalho do fígado, sugere pesquisa

Refrigerante zero pode atrapalhar o trabalho do fígado, sugere pesquisa

Trocar o refrigerante comum pela versão zero pode não ser tão inofensivo para o fígado quanto parece. Um estudo recente, publicado em uma revista científica internacional, investigou os hábitos de consumo dessas bebidas e seus efeitos específicos sobre a função hepática.

Adoçantes no centro da questão

As bebidas adoçadas artificialmente são, há décadas, a opção de quem quer evitar calorias extras. A pesquisa, no entanto, encontrou uma relação preocupante entre o consumo de refrigerante zero e a saúde do fígado.

Segundo os resultados, os adoçantes artificiais presentes nessas bebidas podem interferir no processo natural de desintoxicação do organismo. Como o fígado tem papel essencial na eliminação de toxinas, qualquer prejuízo a essa função pode trazer consequências sérias.

Efeito sobre o intestino

Os pesquisadores também observaram que adoçantes como o aspartame e a sucralose podem alterar a microbiota intestinal. Essa mudança, por sua vez, pode prejudicar a capacidade do fígado de metabolizar substâncias tóxicas.

Riscos metabólicos

O estudo ainda associou o consumo regular de refrigerante zero a um risco maior de doenças metabólicas, como resistência à insulina e síndrome metabólica, condições que sobrecarregam ainda mais o fígado.

O que fazer

Os autores defendem que os hábitos de consumo dessas bebidas sejam repensados e recomendam limitar a ingestão, preferindo alternativas como:

  • água;
  • chá sem açúcar;
  • sucos naturais de frutas.

Para os pesquisadores, o trabalho reforça a necessidade de informar a população sobre os possíveis riscos do consumo excessivo de refrigerantes zero e de estimular uma alimentação mais saudável, em benefício do fígado e da saúde como um todo.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Estabiano/Wikimedia Commons (CC0)

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