Caso de raiva em cachorro no Lago Norte é o primeiro no DF desde 2000; vacinação de cães e gatos é reforçada

Caso de raiva em cachorro no Lago Norte é o primeiro no DF desde 2000; vacinação de cães e gatos é reforçada

O Distrito Federal confirmou um caso de raiva em um cão no Lago Norte, o primeiro registro da doença em cachorros desde 2000; entre gatos, o último caso havia sido em 2001. Depois da confirmação, a Vigilância Ambiental em Saúde aplicou as medidas previstas em protocolo, como bloqueio vacinal na região e orientação aos moradores. A Secretaria de Saúde reforça que mesmo animais que não saem de casa precisam estar vacinados, porque o vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, que podem entrar em residências ou ter contato com pets no quintal.

Doença grave, mas evitável

A raiva é causada por um vírus que ataca o sistema nervoso central de mamíferos, incluindo pessoas, e é transmitida sobretudo pela saliva de animais infectados, em mordidas, arranhões ou lambidas em mucosas e feridas. Segundo o Ministério da Saúde, a letalidade chega perto de 100% depois que surgem os sintomas, mas há prevenção eficaz com a vacinação dos animais e a profilaxia em pessoas expostas. Em cães, podem aparecer agressividade incomum, mudança brusca de comportamento, isolamento, salivação excessiva, dificuldade para engolir, paralisia e alterações neurológicas, sinais que também ocorrem em outras doenças e devem ser avaliados e comunicados aos serviços responsáveis.

Vacinação no DF

No DF, cães e gatos saudáveis podem tomar a vacina antirrábica gratuitamente a partir dos três meses, com reforço anual. Além das campanhas, a Secretaria de Saúde mantém pontos fixos da Vigilância Ambiental que vacinam de segunda a sexta-feira. Quem está com a dose atrasada deve atualizá-la, mas não há necessidade de doses extras para animais com o esquema em dia.

Morcegos têm papel importante no ambiente e não devem ser mortos, mas não se deve tocar neles nem em outros animais silvestres, sobretudo se estiverem caídos, mortos ou agindo de forma estranha. Nesses casos, afaste crianças e pets, acione a Vigilância Ambiental e informe se houve contato com pessoas ou animais da casa, além da situação vacinal do pet.

Em caso de mordida ou arranhão

Lave imediatamente o ferimento com bastante água e sabão e procure atendimento de saúde o quanto antes. O profissional avaliará a lesão, o animal e as circunstâncias e poderá indicar vacina e/ou soro ou imunoglobulina antirrábica. Se o agressor for cão ou gato que possa ser observado, ele deve ser acompanhado por 10 dias, e qualquer adoecimento, sumiço ou morte deve ser comunicado ao serviço de saúde. Não espere o animal apresentar sintomas para buscar ajuda.

O Brasil completou em 2026 dez anos sem raiva humana causada pelas variantes típicas de cães, mas entre 2016 e 2026 registrou 37 casos humanos ligados a variantes silvestres, 22 deles envolvendo morcegos. O ministério diferencia a raiva canina, da variante própria dos cães, da raiva em cães causada por variante silvestre, o que significa que o caso no Lago Norte não indica necessariamente a volta da variante canina ao DF.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: U.S. Navy/Wikimedia Commons (domínio público)

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