Creatina: análise da Abenutri encontra irregularidades em 18 marcas vendidas no Brasil

Creatina: análise da Abenutri encontra irregularidades em 18 marcas vendidas no Brasil

Levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri) identificou que 18 marcas de creatina vendidas no país não cumpriram os padrões de qualidade exigidos. O resultado acende um alerta sobre a segurança e a eficácia de um dos suplementos mais consumidos por atletas e praticantes de atividade física em busca de desempenho e ganho de massa muscular.

O que foi avaliado

A Abenutri analisou as principais marcas do mercado em parceria com laboratórios independentes. Foram verificados a quantidade de creatina por porção, a presença de contaminantes, a pureza e as informações dos rótulos. Nas 18 marcas reprovadas, os problemas incluíram teor de creatina muito abaixo do que a embalagem promete, imprecisão nas quantidades e, em alguns casos, impurezas e substâncias não declaradas, como metais pesados.

Riscos para o consumidor

Usada corretamente, a creatina é considerada um dos suplementos mais seguros e estudados do mundo. Produtos adulterados ou contaminados, porém, podem trazer problemas: metais pesados podem lesionar fígado e rins e causar outros danos a longo prazo. Já a dose menor que a informada faz o consumidor gastar dinheiro sem obter o efeito esperado.

O presidente da Abenutri, Roberto Giordano, defendeu mais rigor na fiscalização do mercado de suplementos e recomendou escolher marcas regularizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ele, o suplemento só funciona quando o conteúdo corresponde ao que é anunciado.

Como escolher melhor

  • Verifique se o produto está regularizado na Anvisa e pesquise a reputação do fabricante.
  • Prefira marcas com selos de qualidade e testes de laboratórios independentes que atestem pureza e eficácia.
  • Desconfie de preços muito abaixo da média e de locais de venda de procedência duvidosa.

A associação também cobra mais transparência das empresas sobre a origem e a pureza dos ingredientes e defende que fabricantes e órgãos reguladores reforcem os mecanismos de controle e certificação em um setor que cresce rapidamente. Até lá, cabe ao consumidor manter postura crítica: a creatina pode ser uma boa ferramenta de desempenho, desde que usada com responsabilidade e com produtos confiáveis.

Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Tony Webster/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

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