Doença celíaca: o que favorece o surgimento e quais cuidados os celíacos devem ter com o glúten

A doença celíaca é uma condição autoimune provocada pela ingestão de glúten e atinge milhões de pessoas no mundo. Por comprometer a saúde do intestino e causar sintomas que podem ser debilitantes, tem sido cada vez mais estudada.
O que influencia o aparecimento
- Glúten: é o principal gatilho externo. Sua digestão incompleta gera fragmentos de gliadina que atravessam a barreira intestinal e ativam células de defesa, provocando inflamação e estimulando as células B a produzir autoanticorpos.
- Genética: a doença só se manifesta em quem tem predisposição. Os genes envolvidos codificam moléculas do MHC classe II, incluindo o antígeno leucocitário humano (HLA), considerado o principal fator — embora outros componentes genéticos também sejam necessários para definir a suscetibilidade.
- Microbiota e amamentação: o desequilíbrio da flora intestinal (disbiose) tem sido associado a menor tolerância ao glúten. A forma e a duração da amamentação também podem influenciar o ambiente intestinal.
- Infecções na infância: infecções virais no primeiro ano de vida, especialmente episódios mais frequentes de rotavírus, estão ligadas a maior risco de autoimunidade celíaca em crianças.
Dieta sem glúten
O controle da doença exige uma alimentação totalmente livre de glúten, orientada por nutricionista. A proteína está presente naturalmente no trigo, na cevada e no centeio — e, portanto, em pães, biscoitos, bolos e massas de farinha de trigo, em molhos como o shoyu feito com trigo e em cervejas produzidas com cevada ou trigo.
Rótulos e contaminação cruzada
Nos alimentos embalados, além de ler a lista de ingredientes, é fundamental conferir o aviso “Contém glúten” ou “Não contém glúten”, já que até produtos naturalmente isentos podem ser contaminados durante o processamento. Em casa, facas, pratos, potes e outros utensílios usados antes com alimentos que têm glúten também exigem cuidado: um contato breve já pode causar contaminação e reações indesejadas.
Fonte: Bem-Estar DF – leia o conteúdo original | Foto: Bigvai Muhoti/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)







